Cortesia e religião do amor

Lewis enumera “Humildade, Adultério, Cortesia e Religião do Amor” como as principais características do amor cortês, e diz que elas têm coerência sistemática na poesia dos troubadours como um todo. Lewis parece ter sido o primeiro a dar essa sistematização ao estudo do tema. Paris usa o conceito no contexto de análise de um texto bem específico, e Jeanroy o usa para analisar poemas selecionados apenas. Ao final de um tópico do primeiro capítulo, Lewis escreve que antes do fechamento do século XII, encontramos a convenção provençal estendendo-se, a partir do berço, em duas direções. Uma corrente descendo até a Itália, passando pelos poetas do Dolce Stil Nuovo, expande o grande oceano da Divina Comédia; e ali, ao menos, apazigua-se a briga entre o cristianismo e a religião do amor. Outra corrente abriu caminho em direção norte para se fundir com a tradição ovidiana, que já existia ali, produzindo, assim, a poesia francesa do século XII (Lewis, C. S. Alegoria do Amor - Um Estudo da Tradição Medieval - Educação Clássica).

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