Alegoria do Amor

Para C. S. Lewis, os poetas franceses do século XI teriam sido os descobridores, inventores, ou, no mínimo, os primeiros a expressar uma espécie de paixão romântica sobre a qual os poetas ingleses novecentistas ainda cantavam, pois “a humanidade não passa por fases como um trem passa por estações; estando viva, ela tem o privilégio de avançar sempre, sem deixar nada para trás. Mas o que quer que tenhamos sido, de certa forma, ainda o somos”. Teriam sido eles a promover uma mudança que teria tocado toda a nossa ética, imaginação e vida de tal forma que erigiu barreiras impassíveis entre nós e a antiguidade clássica ou o Oriente, e “comparado a essa revolução, a Renascença é mera reverberação na superfície do oceano da literatura”. Antes, ele já era matéria de estudos para alguns historiadores, como Gaston Paris e Alfred Jeanroy, e ainda Johan Huizinga. Embora os franceses sejam amplamente citados por Lewis, há uma estranha ausência de citações ao holandês no livro (Lewis, C. S. Alegoria do Amor - Um Estudo da Tradição Medieval - Educação Clássica).

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