As nossas fragilidades

Vivemos numa cultura bem tecnológica e muito pragmática e nela evitamos falar dos nossos desejos mais profundos da alma. Temos medo de expor os aspectos da alma. Todo o pragmatismo desse Século tem nos tornado cada vez mais impessoais. Somos técnicos funcionais nos relacionamentos. Então ocultamos os dilemas da alma, mascaramos os sofrimentos e não revelamos os anseios da alma. No livro O mínimo eu, Christopher Lasch aborda o problema do narcisismo e diz temos uma sociedade com medo de amadurecer nas relações pessoais. E a vida secreta oferece mais riscos porque as pessoas se fecham cada vez mais e não tem espaço para dividir o coração. Temos então o eu sobrevivente, o mínimo eu. Bem, quando andamos com Deus, temos mais facilidade para revelar a nossa página interna e dizermos quem realmente somos, o que queremos e quais são as nossas fragilidades. Davi fez isso em todos os processos da vida. Ele não teve medo de dizer quem era, principalmente diante de Deus. Quando oramos para o nosso Deus, podemos nos abrir sem pragmatismo e sem nenhuma ferramenta tecnológica. Não precisamos ficar tratando Deus como uma ferramenta divina, basta dizer: Senhor estou aqui, sou fraco, frágil e necessitado de ti. E na presença dele podemos abrir todos os anseios e dizer o que sentimos como Davi dizia: Senhor, atenta para mim e responde-me e ilumina meus olhos (Alcindo Almeida).

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