A arte espiritual de ser pai

Há um livro extremamente profundo e que nos ensina demais sobre as crises e dilemas da adolescência e juventude: Crescendo com o seu filho adolescente de Eugene Peterson. Ele diz que a juventude é um momento especial tanto para os pais como para os filhos. Se ela for ignorada, acabará rapidamente se transformando em idade adulta. Só que diante da realidade diante da inversão de valores, tem sido difícil a aproximação dos pais com os seus filhos. Vivemos uma confusão enorme quanto aos valores de pais para filhos. Alguns pais não têm uma atitude e nem comportamento adequado para transmitir algo de positivo e elucidativo para os filhos. Porque a conduta é estranha e não há autoridade suficiente para influenciá-los. Como o pai pode ensinar o seu filho sobre o cuidado com a mentira se ele mente todo dia? Como o pai pode ensinar o seu filho sobre a lealdade e a justiça se ele não pratica?
Olhamos para a realidade hoje e percebemos que temos dificuldades para educar os filhos porque faltam princípios, falta a conduta verdadeira, honesta e séria. O que precisamos refletir e de maneira bem séria, é que os filhos são como o orvalho e não como o granito. Então é necessário que nós pais invistamos alguns minutos e aprendamos a compreender melhor os filhos.
Devemos adentrar no território do mundo dos filhos com o temor e a sabedoria divina. Não é fácil ser pai hoje porque a autoridade paterna tem sido questionada a cada dia. Precisamos pedir graça na arte de sermos pais e orar para nossos filhos cresçam na tarefa de nos respeitar como seus pais que os amam e se dedicam a eles.
Precisamos entender como pais, que temos uma responsabilidade enorme de investir um tempo de qualidade e exercer uma influência profunda do Reino na vida dos filhos. Precisamos, na arte espiritual de ser pai, ensinar os princípios e valores da Palavra de Deus.
Precisamos perceber a necessidade de acompanhar o crescimento e o processo de desenvolvimento mental, físico e espiritual dos filhos. Precisamos perceber que, quando o filho começa a crescer e ganhar espaço na casa, surge à adolescência. Parece que a família deixa de ser normal. Os pais deduzem que alguma coisa excepcional está acontecendo em sua casa. Precisamos como igreja ensinar nossos filhos que vivemos bem quando vivemos de acordo com o projeto original, para o qual nascemos. Nascemos para amar e sermos amados. Como diz C. S. Lewis: Deus nos criou para a felicidade, mas a felicidade de sermos um, indo a ele numa relação de amor.
O propósito de Deus é que sejamos pais que cuidam bem dos filhos com graça e sabedoria ensinando-os, amando-os no meio dos conflitos e crises existenciais. Que Deus nos dê graça para essa arte divina em nome de Jesus Cristo de Nazaré! (Alcindo Almeida).

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