
- Texto para reflexão: Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Timóteo 6:10).
Em tempos como de hoje, o dinheiro parece ser algo sem o qual não conseguiríamos mais viver.
Inicialmente, o homem comercializava através de simples troca ou escambo. A mercadoria era avaliada na quantidade de tempo ou força de trabalho gasta para produzi-la. Com a criação de moedas o valor da mercadoria se tornou independente da força de trabalho. Com o surgimento dos bancos apareceu uma nova atividade financeira em que o próprio dinheiro é uma mercadoria.
O dinheiro é o meio usado na troca de bens, na forma de moedas, notas (cédulas) ou ainda o “dinheiro de plástico” como foram chamados os cartoes, usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição. É também a unidade contábil. Seu uso pode ser implícito ou explícito, livre ou por coerção.
Usá-lo, guardá-lo, aplicá-lo, emprestá-lo, usá-lo emprestado como meio de adquirir bens, serviços, ou realizar um sonho de consumo são realidades presente na vida de cada um de nós em nossa sociedade de hoje.
Tê-lo ou não passou a ser instrumento de aferição de valores numa sociedade voltada ao consumo, ao “ter” em detrimento do “ser”.
Ter a capacidade de acumulá-lo ou multiplicá-lo passou a ser considerado uma virtude, e passamos a chamar isso de “riqueza”. Rico é o que tem, possui, acumula, multiplica (dinheiro atrai dinheiro).
Em meio à crise estabelecida nesses últimos tempos em nosso mundo, tenho me atido a observar com atenção as análises, textos e tentativas de interpretação do momento que vivemos como sociedade.
Num texto publicado na “Folha de São Paulo” (edição 03/03), o economista e colunista do “New York Times” e professor da Universidade de Princeton (EUA) Paul Krugman analisa o que chama de “Vingança do Excedente”, onde elabora várias considerações sobre o momento atual iniciado, segundo ele, pelo excessivo volume de poupança, e que “ainda estamos tentando descobrir como sair dessa crise”.
“Nós somos continuamente afligidos por brilhantes oportunidades disfarçadas de problemas insolúveis”. Lee Yacocca – Essa é a nossa esperança na leitura desse momento!
Daí, gostaria de sugerir algumas considerações sobre o dinheiro, seu real valor e sobre a riqueza, pois:
I – HÁ BENEFICIOS NA RIQUEZA.
A geração de riquezas por um país pode contribuir para a melhora da condição de vida de seus cidadãos. Quando aplicadas de forma correta podem contribuir para o bem estar das pessoas, provendo-as de condições de saúde, educação e moradia.
Também na esfera pessoal, a busca pela riqueza é capaz de gerar motivações, criar incentivos, despertar e promover a construção de sonhos. É capaz de promover bem estar e qualidade de vida.
Jacques Attali, economista e escritor francês nascido em 1943, em “Les Juifs, le Monde et l'Argent” escreve que “com a chegada de Jesus Cristo e o posterior desenvolvimento do Cristianismo há uma revolução na atitude perante o dinheiro, e que a Reforma Protestante os tem apregoado até nossos dias”.
A questão é: De que forma os beneficios das riquezas tem contribuido para a felicidade do homem moderno?
II – HÁ RISCOS NA RIQUEZA.
A forma com lidamos com o dinheiro e a riqueza por ela gerada pode significar riscos imensos, cujos resultados podem ser desastrosos. Isto porque o valor do dinheiro está muito além do que ele pode nominalmente representar.
No texto de Paul Krugman ele faz uma crítica aos banqueiros americanos, seduzidos pela ganância, envolvidos pela liberdade produzida pela desregulamentação do sistema, que os levaram a “liderarem o mundo em termos da descoberta de formas sofisticadas de enriquecer ao iludir os investidores”.
A palavra do apóstolo Pedro, em sua Epístola parece-nos uma manchete de nosso jornal de hoje: “Veja,m o salário dos trabalhadores que produziram em nossas indústrias, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês” (I Pe 5:4, tradução livre).
Lembra-nos o apóstolo Paulo, escrevendo ao jovem Timóteo, aconselhando-o a observar esses riscos: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Tm 6:9).
Perde-se o foco, desprezam-se valores, justificam-se os fins, e despreza-se o que realmente deve e tem valor.
III – HÁ ILUSÃO NO VALOR DA RIQUEZA.
“Por algum tempo, o fluxo de capital (dinheiro) criou uma ilusão de riqueza... acontece que bolhas sempre estouram, mais cedo ou mais tarde” (Paul Krugman).
Quando assistimos os reflexos da crise chegando perto de nós, de nossas casas, de nossos relacionamentos ou em nós mesmos, torna-se necessário avaliar a situação e desenvolver uma atitude correta em relação ao momento, à vida, e aquilo que realmente tem valor nela.
Temos a ilusão de que nossa segurança, nosso futuro, nosso bem estar, nossa felicidade, nossa realização está no “ter”. Por isso o texto diz que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.
Não coloque nele o seu coração, pois “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Jesus de Nazaré).
Coloque em Deus a sua confiança e descubra na relação com Ele o seu maior e mais rico tesouro.
Riqueza – Qual é a sua? Ele é sua melhor e mais certa aplicação na vida, pela vida e para a vida.
Deus o abençoe rica e abundantemente.
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Em tempos como de hoje, o dinheiro parece ser algo sem o qual não conseguiríamos mais viver.
Inicialmente, o homem comercializava através de simples troca ou escambo. A mercadoria era avaliada na quantidade de tempo ou força de trabalho gasta para produzi-la. Com a criação de moedas o valor da mercadoria se tornou independente da força de trabalho. Com o surgimento dos bancos apareceu uma nova atividade financeira em que o próprio dinheiro é uma mercadoria.
O dinheiro é o meio usado na troca de bens, na forma de moedas, notas (cédulas) ou ainda o “dinheiro de plástico” como foram chamados os cartoes, usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição. É também a unidade contábil. Seu uso pode ser implícito ou explícito, livre ou por coerção.
Usá-lo, guardá-lo, aplicá-lo, emprestá-lo, usá-lo emprestado como meio de adquirir bens, serviços, ou realizar um sonho de consumo são realidades presente na vida de cada um de nós em nossa sociedade de hoje.
Tê-lo ou não passou a ser instrumento de aferição de valores numa sociedade voltada ao consumo, ao “ter” em detrimento do “ser”.
Ter a capacidade de acumulá-lo ou multiplicá-lo passou a ser considerado uma virtude, e passamos a chamar isso de “riqueza”. Rico é o que tem, possui, acumula, multiplica (dinheiro atrai dinheiro).
Em meio à crise estabelecida nesses últimos tempos em nosso mundo, tenho me atido a observar com atenção as análises, textos e tentativas de interpretação do momento que vivemos como sociedade.
Num texto publicado na “Folha de São Paulo” (edição 03/03), o economista e colunista do “New York Times” e professor da Universidade de Princeton (EUA) Paul Krugman analisa o que chama de “Vingança do Excedente”, onde elabora várias considerações sobre o momento atual iniciado, segundo ele, pelo excessivo volume de poupança, e que “ainda estamos tentando descobrir como sair dessa crise”.
“Nós somos continuamente afligidos por brilhantes oportunidades disfarçadas de problemas insolúveis”. Lee Yacocca – Essa é a nossa esperança na leitura desse momento!
Daí, gostaria de sugerir algumas considerações sobre o dinheiro, seu real valor e sobre a riqueza, pois:
I – HÁ BENEFICIOS NA RIQUEZA.
A geração de riquezas por um país pode contribuir para a melhora da condição de vida de seus cidadãos. Quando aplicadas de forma correta podem contribuir para o bem estar das pessoas, provendo-as de condições de saúde, educação e moradia.
Também na esfera pessoal, a busca pela riqueza é capaz de gerar motivações, criar incentivos, despertar e promover a construção de sonhos. É capaz de promover bem estar e qualidade de vida.
Jacques Attali, economista e escritor francês nascido em 1943, em “Les Juifs, le Monde et l'Argent” escreve que “com a chegada de Jesus Cristo e o posterior desenvolvimento do Cristianismo há uma revolução na atitude perante o dinheiro, e que a Reforma Protestante os tem apregoado até nossos dias”.
A questão é: De que forma os beneficios das riquezas tem contribuido para a felicidade do homem moderno?
II – HÁ RISCOS NA RIQUEZA.
A forma com lidamos com o dinheiro e a riqueza por ela gerada pode significar riscos imensos, cujos resultados podem ser desastrosos. Isto porque o valor do dinheiro está muito além do que ele pode nominalmente representar.
No texto de Paul Krugman ele faz uma crítica aos banqueiros americanos, seduzidos pela ganância, envolvidos pela liberdade produzida pela desregulamentação do sistema, que os levaram a “liderarem o mundo em termos da descoberta de formas sofisticadas de enriquecer ao iludir os investidores”.
A palavra do apóstolo Pedro, em sua Epístola parece-nos uma manchete de nosso jornal de hoje: “Veja,m o salário dos trabalhadores que produziram em nossas indústrias, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês” (I Pe 5:4, tradução livre).
Lembra-nos o apóstolo Paulo, escrevendo ao jovem Timóteo, aconselhando-o a observar esses riscos: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Tm 6:9).
Perde-se o foco, desprezam-se valores, justificam-se os fins, e despreza-se o que realmente deve e tem valor.
III – HÁ ILUSÃO NO VALOR DA RIQUEZA.
“Por algum tempo, o fluxo de capital (dinheiro) criou uma ilusão de riqueza... acontece que bolhas sempre estouram, mais cedo ou mais tarde” (Paul Krugman).
Quando assistimos os reflexos da crise chegando perto de nós, de nossas casas, de nossos relacionamentos ou em nós mesmos, torna-se necessário avaliar a situação e desenvolver uma atitude correta em relação ao momento, à vida, e aquilo que realmente tem valor nela.
Temos a ilusão de que nossa segurança, nosso futuro, nosso bem estar, nossa felicidade, nossa realização está no “ter”. Por isso o texto diz que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.
Não coloque nele o seu coração, pois “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Jesus de Nazaré).
Coloque em Deus a sua confiança e descubra na relação com Ele o seu maior e mais rico tesouro.
Riqueza – Qual é a sua? Ele é sua melhor e mais certa aplicação na vida, pela vida e para a vida.
Deus o abençoe rica e abundantemente.
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Hilder C Stutz
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