No silêncio, desligamos nossa alma dos sons, sejam eles ruídos, cânticos ou palavras. “O silêncio total é raro, e o que chamamos de quieto significa geralmente um pouco menos de barulho. Muitas pessoas jamais experimentaram o silêncio, nem se dão conta de que não sabem sequer o que ele significa. Nossos lares e locais de trabalho estão repletos de zumbidos, apitos, murmúrios, tagarelices e sonidos dos vários dispositivos supostamente idealizados para tornar a vida mais fácil.”
Henri Nouwen observa que “o silêncio é a forma de tornar a solitude uma realidade”. Entretanto, o silêncio é assustador porque ele nos desnuda como nenhuma outra coisa, nos confrontando com a realidade crua de nossa vida. Ele nos lembra a morte, a qual nos cortará deste mundo, deixando apenas nós e Deus.
O som sempre irrompe de modo profundo e importuno em nossa alma. A grande verdade é que temos de buscar momentos em que desligamos das atividades para ouvir a voz silente de Deus lá no fundo do nosso ser. Precisamos mais do que nunca, nesses dias de muita tecnologia, aquietar nosso mundo interior. Precisamos de silêncio lá dentro de nós mesmos para cultivar comunhão, intimidade e reverência diante de Deus.
No meio do barulho da nossa alma, agitada pelas falas do mundo, agitada pelas correrias desse Século será impossível ouvirmos Deus e cultivarmos a profundidade da comunhão com Ele. Paremos e silenciemos a nossa alma para ouvir a doce voz do Deus Eterno. (Alcindo Almeida)

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