sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Celebração dos 41 anos da IP Pirituba


Dia 09/03: Pr. Adrien Bausells - (Comunidade da Vila Olímpia)- 9:00 horas da manhã.
Dia 09/03: Pr. Hilder Shutz - ( IP Alphaville) Participação do Grupo de Alphaville - 18:30 noite.
Dia 14/03: (sexta-feira): 20:00 horas - Pr. Hernandes Dias Lopes (IP Vitória)- Participação de Ane, Josias(Banda Ágape) e Gerson Borges (Comunidade de Jesus).
Dia 15/03: (sábado): 19:00 horas - Pr. Gilberto Barbosa (IP Brasilândia) - Participação de Ane, Josias (Banda Ágape) e Gerson Borges (Comunidade de Jesus).
Dia 16/03: Pr. Nelson Taibo - (IP Diadema) - (9:00 horas da manhã).
Dia 16/03: Pr. Nelson Taibo -(IP Diadema) - (18:30 noite). Participação do quarteto Rhemaná.
Dia 23/03: Culto da Alvorada - Pr. Aroldo Ribas - (IPP) - (8:00 horas da manhã).
Dia 23/03: Pr. Augustus Nicodemus- (IP Santo Amaro) - Participação do Tributai Acústico (18:30 noite).
Dia 30/03: Pb. Noé Dias - (IP Ferras de Vasconcelos) - (9:00 horas da manhã).
Dia 30/03: Pr. Alcindo Almeida - (IPP) - (18:30 noite). Participação do Grupo Tierra Nueva.
Venham celebrar conosco tempos de gratidão na presença do Eterno

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Não seja influenciado pela vida secular, mas pelo Reino de Deus

- Texto para reflexão: Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus (II Tm. 1.8). Sofre comigo, as aflições como bom soldado de Jesus Cristo (II Tm. 2.3).

Temos muitas alternativas para a vida secular ser vivida com preenchimentos. Temos os Shoppings da vida, os cinemas, teatros, parques, namorados, namoradas e etc. Mas, a nossa vida espiritual depende de tudo o que fizermos. Pois, se formos fortes nos momentos a sós com Deus, seremos fortes na vida cristã, seremos aprovados diante do nosso Pai Celestial. Sendo fracos nos nossos momentos a sós com Deus, seremos raquíticos na vida crista, fracos na vida cristã e reprovados diante do nosso Pai Celestial.
O Reino é maior do que pensamos. O Reino de Deus nos faz olhar para a vida como um presente de Deus para ser desfrutado com graça e sabedoria. O Reino de Deus nos mostra a alegria verdadeira de andar com Deus. Podemos nos divertir, mas não sermos influenciados pelos padrões da sociedade secular.
A influência tem que vir do Reino. Quando uma pessoa tem a Palavra no seu coração, ela é apta para testemunhar na sociedade com seriedade. Ela tem como ser testemunha viva no seu lar quando os pais não são convertidos ainda. Ela adquire pela graça do Pai um caráter como o de Timóteo, alguém que Paulo confiava e sabia que era temente diante de Deus. Por isso, com muita certeza ele desafia Timóteo para fugir dos desejos da mocidade que fazem com que o jovem se afaste das coisas de Deus. Ele o desafia seguir a justiça, a fé (conjunto de verdades), o amor, a paz com o próximo que obedece a Palavra e isto com um coração puro diante de Deus.
Há uma experiência de uma moça da nossa comunidade que me chamou muito a atenção. Há alguns dias ela teve um processo interessante em sua vida. Ela tinha de fazer um concurso que seria ótimo para ela profissionalmente falando. Só que já estava trabalhando num hospital. O concurso foi realizado e ela passou na primeira etapa. Agora haveria a segunda etapa num dia todo e da semana. O que dizer no trabalho? Como se portar?
Havia riscos a correr. Perguntando para algumas amigas sobre o que ela poderia fazer, algumas disseram: Inventa que você estava como uma indisposição estomacal e vai. Ela pensou: Meus princípios não me permitem fazer isto. Então passou a noite orando e pedindo graça ao Senhor. No outro dia ela criou coragem e foi falar com a sua chefe. E por sinal, quando ela entrou na sala havia três chefes do setor de enfermaria daquele hospital. Ela disse: Estou com uma dificuldade enorme e não quero mentir. Tenho um processo seletivo de um concurso que passei e o processo acontece hoje. A sua chefe disse: qual o horário? Ela respondeu: seria agora pela manhã. A sua chefe disse: o que está esperando? Pode ir. Ela saiu às pressas louvando a Deus pela graça de agir com consciência tranqüila e por honrar o Deus a quem ela serve. E chegando lá no local mesmo atrasada, as outras moças não tinham chegado ainda. Detalhe, dentro de um plano de Deus, elas chegaram 5 minutos depois. Ela e outras moças fizeram o processo. O resultado é que ela foi aprovada e é uma das colocadas para o cargo daquele concurso prestado.
Através da experiência desta amiga chamada Gabriela Devechi aprendemos o valor de se importar com o Reino de Deus nos mínimos detalhes da nossa vida. Então que o Senhor nos ajude a valorizar o presente da vida que ele dá vivendo de maneira pura e sadia!

CHAMPLIN, R. N. Comentário de Eclesiastes. São Paulo: Hagnos, 2005, Vol. 4.
________________. Comentário sobre II Timóteo. São Paulo: Candeia, Vol. V, 1995.
HENRY, Mathew. Comentário Bíblico de Mathew HENRY. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Aprender com as águias - Frei Betto


Entre as aves, a águia é a que vive mais, cerca de 70 anos. Mas para atingir esta idade, aos 40 anos ela deve tomar uma difícil decisão: nascer de novo.
Aos 40 anos suas unhas ficam compridas e flexíveis, dificultando agarrar as presas com as quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. As asas, envelhecidas e pesadas, dobram-se sobre o peito, impedindo-a de empreender vôos ágeis e velozes.
Restam à águia duas alternativas: morrer ou passar por uma dura prova, ao longo de 150 dias. Esta prova consiste em voar para o cume de uma montanha e abrigar-se num ninho cravado na pedra. Ali, ela bate o velho bico contra a pedra, até quebrá-lo. Espera, então, crescer o novo bico, até que possa arrancar as suas unhas. Quando as novas unhas despontam, a águia extirpa as velhas penas e, após cinco meses, crescidas as novas penas, ela atira-se renovada ao vôo, pronta para viver mais 30 anos.
Ao longo da existência, a possibilidade de nossa sobrevida depende, muitas vezes, de seguir o exemplo da águia. Quem se entrega, abatido, ao peso do sofrimento e das dificuldades, tende a abreviar seus dias. Deixa de viver como quem voa e passa a sobreviver como um réptil que rasteja.
Reaprender a voar é ousar recolher-se para começar de novo. Eis a sabedoria de todas as religiões tradicionais ao exigir de seus noviços um tempo de reclusão. O mesmo ocorre em muitas nações indígenas, quando o jovem, para ser considerado adulto, é recolhido a uma cabana isolada, onde o xamã o submete a provas e o introduz em conhecimentos específicos.
Mas é preciso voar até a montanha. De cima, vê-se melhor. Talvez por isso Deus, ao criar o ser humano, tenha colocado a cabeça acima do coração. Ver com as emoções é correr o risco de desfigurar os desenhos. Os contornos mostram-se muito mais nítidos quando observados com serenidade.
E saber esperar. Primeiro, ousar perder o que envelheceu: o bico, as unhas, as penas. Despojar-se do que atravanca os nossos passos. Segundo, aguardar pacientemente o tempo da maturação. Enfim, dar o salto pascal, abrir as asas para a vida e, sem medo, empreender o vôo rumo a novos horizontes.
Ao decidir ingressar na vida religiosa, passei o ano de 1965 recluso no convento dominicano da Serra, no alto da rua do Ouro, em Belo Horizonte. Sofri muito o contraste com a vida que deixara no Rio, mergulhado no ativismo estudantil e na efervescência de um Brasil que, como nação, se preparava para o segundo vôo da águia. Tudo adjetivava-se novo: o cinema novo, a bossa nova, a nova literatura etc., até que o golpe militar de 1964 abateu a ave em pleno vôo. O noviciado, porém, levou-me ao mais profundo encontro comigo mesmo e com Deus. Ainda hoje guardo a certeza de que aquele foi um dos anos mais felizes de minha vida.

“INTEGRIDADE”


A integridade é uma das virtudes mais ausentes em nossa sociedade pós-moderna. E ela é crucial para o sucesso e realização do ser humano, tanto profissional, como em seus relacionamentos.
Stephen R. Covey, autor de “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes” escreveu sobre a integridade dizendo: “Se eu tentar usar estratégias para influenciar pessoas e táticas de como agir para que outras pessoas façam o que eu quero, trabalhem melhor, fiquem mais motivadas, gostem de mim e também umas das outras, enquanto que o meu caráter é fundamentalmente falho, marcado por duplicidade e falta de sinceridade, então, a longo prazo, não posso ser bem-sucedido”.
O livro de Gênesis, no capítulo 39:1-6 fala sobre a experiência de José, vivida em tempos de sua escravidão no Egito, quanto estava a serviço de um oficial egípcio de nome Potifar. Uma das vidas mais inspiradoras que conhecemos, descreve alguns segredos de como experimentar essa virtude em nossas vidas:
1) A integridade está nas pequenas coisas.
Isso é fundamental no cultivo de relacionamentos saudáveis. Muitos pensam que podem fazer o que quiserem nas pequenas coisas (nenhum grande deslize). Porém, princípios éticos não são flexíveis (mentira é mentira; roubo é roubo).
A verdade é que se você não pode confiar em uma pessoa em todos os aspectos, ela não é confiável.
Philips Brooks, líder religioso do séc XIX, sustentava que “o caráter é forjado nos pequenos momentos de nossas vidas”.
2) A integridade é uma tarefa interior.
Não é olhar para fora de si e justificar suas deficiências. Nossa integridade não é determinada pelas circunstâncias. Diante das diferentes circunstâncias é que vamos expor a natureza de nossa integridade.
O Vs 5 diz que “o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José”.
José poderia ser desleal, desonesto, pois as circunstâncias o expunha a escravidão e ao serviço.

3) A integridade é sua melhor escolha.
Sua integridade manterá suas prioridades no lugar certo. Você terá de fazer algumas escolhas difíceis, mas valerá a pena.
Comprometa-se com uma vida íntegra. Comprometa-se com a honestidade, a confiabilidade, a boa reputação. Salomão diz: “Um bom nome é mais desejável do que grandes riquezas”(Pv22:1). A boa reputação é reflexo de um bom caráter.
“O Senhor era com José”. Ele será com você.
Deus o abençoe!
Pr. Hilder da IP Alphaville.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A ética de Bonhoeffer

O teólogo Dietrich Bonhoeffer deve ser entendido mais como homem de resistência do que de submissão. Sua carreira teológica é marcada pelo posicionamento intelectual e político de resistência. Quer no diálogo eclesiástico (na relação de Cristo com a Igreja), quer no diálogo ético (na relação do homem consigo mesmo e, na relação da Igreja com o mundo) Bonhoeffer estabeleceu novos princípios; princípios radicais é verdade, mas que respondem à urgência dos anseios do mundo. No mundo de Bonhoeffer não há mais diálogo entre os valores do Reino e o mundo, não há mais viabilidade na pregação do Evangelho. Em resposta a essas circunstâncias, a ética de Bonhoeffer tem valor fundamental em sua teologia.Há um “sitze em lebem” por traz do pensamento ético de Bonhoeffer que manifesta sua preponderância. A dialética entre o último e penúltimo, sobre a nossa vida em Cristo e a diversidade das coisas “mundanas”, marcadas por um lado pelo radicalismo (que sacrifica o último) é o ponto de partida para uma ética concreta. Outra questão importante para entendermos a concreticidade do pensamento de Bonhoeffer é a teoria dos mandatos. Deus não se manifesta na perspectiva da dessacralização do mundo, Ele age sobre todo o mundo com instrumentos diversos, a saber: o trabalho, o casamento, as autoridades, e a igreja.É claro que essa maturidade teológica passou por um processo que partiu de uma ênfase na eclesiologia, passando pelos questionamentos sobre o Estado e o aprofundamento da vida comunitária, até chegar ao radical engajamento na contra-espionagem e por fim (isso já na prisão) à composição de sua crítica maior sobre o sistema religioso e a presença de Deus no mundo (data de 30/04/1944). Ao longo de todo esse processo a ética de Bonhoeffer foi sendo construída, detalha-la seria uma tarefa complexa, mas nos é possível resumi-la. A ética de Bonhoeffer é concreta. Enquanto o sistema filosófico passou de subjetividade a subjeticidade, da definição do bem como coisa última em Platão, da felicidade em Aristóteles, e do dever em Kant, Bonhoeffer vai definir a realidade última de forma simples e objetiva: Deus.Essa ética concreta que se encontra em Deus, deve se verificar também na relação da Igreja com o mundo. O mundo adulto não compreende a linguagem religiosa do cristianismo, ao contrário ele carece que a Igreja anuncie o cristianismo arreligioso. Caberá então à Igreja despojar-se dos seus bens (que simbolizam a separação sacralizada entre Igreja e mundo) e viver concretamente, de forma “santamente mundana”, no seio da sociedade.Essa ética concreta existe em contraposição à graça barata tão disseminada no mundo cristão. Em fim, o pensamento de Bonhoeffer não existe como especulação teológica, ele é concreto e se manifesta na concretude de sua ética. É uma ética concreta (adulta) para o mundo concreto (adulto).

Aquela criança ainda sou eu


No dia da criança vou ao encontro daquela que ainda sobrevive em mim. Ela não é desse tempo de atrocidades. Não que o mundo fosse melhor. Não era, nem mesmo para as crianças. Muitas trabalhavam arduamente nas lavouras, sangravam a infância revirando latas de lixo, brotavam aos borbotões, em plena metade do século XX, das páginas memoráveis de Charles Dickens. O diferente é que o mundo era longe de minha aldeia abrigada entre montanhas. E eu não tinha idéia de que o sofrimento não atingia apenas adultos...Fui uma criança nem rica nem pobre; feliz. Meus pares de sapato eram dois, o da escola e o de missas dominicais e aniversários. O divertido, porém, era andar descalço na lama deixada pelas chuvas, enfiar as pernas na enxurrada lavando ladeiras, sentir na sola dos pés a cócega áspera dos paralelepípedos que cobriam as ruas de Belo Horizonte.A falta de brinquedos industrializados, caros e raros, estimulava-nos a criatividade. Com a mente povoada pelos contos dos irmãos Grimm e as histórias de Hans Christian Andersen, de um cabo de vassoura nascia um cavalo; de uma tábua e quatro rolimãs, um carrinho; de um caixote, um castelo; de um pedaço de chumbo derretido, o imbatível exército dos soldadinhos de Napoleão...
As narrativas de Monteiro Lobato nos induziam a recriar, nos quintais arborizados, o sítio do Picapau Amarelo. Sim, havia casas e, aos fundos, quintais ensolarados, jabuticabeiras e goiabeiras que nos abrigavam, pontes e trapézios em nossas aventuras de um Tarzan indígena. Meninos armados de arco e flecha e, à parte, meninas entregues aos cuidados de bonecas, preparando saborosos e imaginários quitutes...A infância se derramava, generosa, por aqueles dias imensamente longos. Para tudo havia tempo – escola, deveres de casa, esporte, brincadeiras – e ainda sobrava. E a disciplina paterna impunha-nos limites e proteção: banho tomado antes do café da manhã e do jantar, toda a família reunida à mesa no horário das refeições, dinheiro curto para as matinês de domingo, o desejo livre de ansiedades e imune ao consumismo. A palavra colesterol inexistia, de modo que de tudo se comia, sobretudo graças à oferta prestimosa dos feirantes aos nos ver em companhia da mãe: uma fatia de abacaxi ou mamão; o caqui maduro; o doce de leite no copinho de sorvete; a lasca leitosa de queijo de Minas...Nem traziam os dicionários o vocábulo grife. Sequer prestávamos atenção à marca do tênis e da roupa usados, coisas que, como o material escolar, herdava-se de irmão em irmão, já que eram feitos para durar, como as bicicletas imorredouras. Nossas molecagens desaforavam adultos, sem ofensas ou danos: atirar espoletas em caixas de correio, passar trote pelo telefone, colar chicletes na cadeira do professor, prender com esparadrapo a campainha da vizinha... Havia um confortável sentimento de pertença ao clã, fiel a seu código de conduta: o mutirão culinário de mãe e tias confeitando cada docinho da festa de aniversário; a árvore de Natal grávida de primícias e promessas; os domingos fartos à mesa dos avós; a magia encantadora do circo; os piqueniques à beira da Lagoa da Pampulha. Mudou o mundo, mudou o Natal, e também a infância. Quebra-se o encanto, rareiam os avós pacientes, a TV suga a imaginação infantil, a fantasia colore-se de logomarcas. A rua está interditada; o quintal desloca-se para o shopping; o desejo é contabilizado; a alegria maquiada; os brinquedos descartáveis.
As narrativas de Monteiro Lobato nos induziam a recriar, nos quintais arborizados, o sítio do Picapau Amarelo. Sim, havia casas e, aos fundos, quintais ensolarados, jabuticabeiras e goiabeiras que nos abrigavam, pontes e trapézios em nossas aventuras de um Tarzan indígena. Meninos armados de arco e flecha e, à parte, meninas entregues aos cuidados de bonecas, preparando saborosos e imaginários quitutes...A infância se derramava, generosa, por aqueles dias imensamente longos. Para tudo havia tempo – escola, deveres de casa, esporte, brincadeiras – e ainda sobrava. E a disciplina paterna impunha-nos limites e proteção: banho tomado antes do café da manhã e do jantar, toda a família reunida à mesa no horário das refeições, dinheiro curto para as matinês de domingo, o desejo livre de ansiedades e imune ao consumismo.A palavra colesterol inexistia, de modo que de tudo se comia, sobretudo graças à oferta prestimosa dos feirantes aos nos ver em companhia da mãe: uma fatia de abacaxi ou mamão; o caqui maduro; o doce de leite no copinho de sorvete; a lasca leitosa de queijo de Minas... Nem traziam os dicionários o vocábulo grife. Sequer prestávamos atenção à marca do tênis e da roupa usados, coisas que, como o material escolar, herdava-se de irmão em irmão, já que eram feitos para durar, como as bicicletas imorredouras. Nossas molecagens desaforavam adultos, sem ofensas ou danos: atirar espoletas em caixas de correio, passar trote pelo telefone, colar chicletes na cadeira do professor, prender com esparadrapo a campainha da vizinha... Havia um confortável sentimento de pertença ao clã, fiel a seu código de conduta: o mutirão culinário de mãe e tias confeitando cada docinho da festa de aniversário; a árvore de Natal grávida de primícias e promessas; os domingos fartos à mesa dos avós; a magia encantadora do circo; os piqueniques à beira da Lagoa da Pampulha.Mudou o mundo, mudou o Natal, e também a infância. Quebra-se o encanto, rareiam os avós pacientes, a TV suga a imaginação infantil, a fantasia colore-se de logomarcas. A rua está interditada; o quintal desloca-se para o shopping; o desejo é contabilizado; a alegria maquiada; os brinquedos descartáveis.
Encolhe-se agora a respeitosa distância entre crianças e adultos, abrindo espaço à irreverência, ao desrespeito, à falta de educação. Não há que generalizar, é verdade. Mas espanta-me ver filhos ditarem ordens aos pais e crianças, no ônibus, indiferentes aos mais velhos que viajam em pé. Perdeu a infância sua inocência? Ou a inocência já não tem infância? Quantos pais oram com seus filhos? Quantos despem-se do pudor de acarinhá-los? Outrora um simples sorvete aquecia o reduto indelével da memória. Nosso heróis traziam o marca messiânica do altruísmo, embora algemados pelo maniqueísmo da divisão do mundo entre as forças do bem e do mal. Obedecer era uma condição, não uma imposição. Manter disciplina em sala de aula, uma regra, não uma exceção. Fazia-se da religiosidade a porta aberta ao encontro do imanente com o transcendente, do natural com o sobrenatural, do humano com o divino. Como consolava-nos ter anjos de guarda! Há ainda uma criança que me povoa. Continua alegre, amorosa, mergulhada em fantasias. Sexagenária, sonha com o futuro promissor e acredita que só velhos morrem. Mas, hoje, ela sabe que a velhice não é apenas um predicado da idade. Há muitas crianças prematuramente envelhecidas pelo trabalho precoce, pela exploração sexual, pela indiferença dos adultos cujos corações de carne petrificaram-se, incapazes de encantamento, curiosidade e vertigem d’alma frente à imensidão do porvir. Engessados pela letargia da amargura, resistem a tirar os sapatos da sisudez, meter os pés na lama das alvíssaras, deixar que a enxurrada do imprevisto ensope roupas e pele, ressuscitando o sublime momento da infância.
Deve-se agora a respeitosa distância entre crianças e adultos, abrindo espaço à irreverência, ao desrespeito, à falta de educação. Não há que generalizar, é verdade. Mas espanta-me ver filhos ditarem ordens aos pais e crianças, no ônibus, indiferentes aos mais velhos que viajam em pé.Perdeu a infância sua inocência? Ou a inocência já não tem infância? Quantos pais oram com seus filhos? Quantos despem-se do pudor de acarinhá-los? Outrora um simples sorvete aquecia o reduto indelével da memória.Nosso heróis traziam o marca messiânica do altruísmo, embora algemados pelo maniqueísmo da divisão do mundo entre as forças do bem e do mal. Obedecer era uma condição, não uma imposição. Manter disciplina em sala de aula, uma regra, não uma exceção. Fazia-se da religiosidade a porta aberta ao encontro do imanente com o transcendente, do natural com o sobrenatural, do humano com o divino. Como consolava-nos ter anjos de guarda! Há ainda uma criança que me povoa. Continua alegre, amorosa, mergulhada em fantasias. Sexagenária, sonha com o futuro promissor e acredita que só velhos morrem. Mas, hoje, ela sabe que a velhice não é apenas um predicado da idade. Há muitas crianças prematuramente envelhecidas pelo trabalho precoce, pela exploração sexual, pela indiferença dos adultos cujos corações de carne petrificaram-se, incapazes de encantamento, curiosidade e vertigem d’alma frente à imensidão do porvir. Engessados pela letargia da amargura, resistem a tirar os sapatos da sisudez, meter os pés na lama das alvíssaras, deixar que a enxurrada do imprevisto ensope roupas e pele, ressuscitando o sublime momento da infância.

Frei Betto

Fé e Crença


QUANDO OUVIRAM pela primeira vez a palavra da Lei nos Dez Mandamentos, conta a velha história rabínica, os israelitas desfaleceram. Suas almas os deixaram. A palavra então retornou a Deus e bradou:
– Ah, Soberano do Universo, tu vives eternamente e tua Lei vive eternamente. Mas enviaste-me a mortos. Estão todos mortos!
Por essa razão Deus teve misercórdia e tornou sua palavra mais palatável. Essa história traz duas lições. Primeiro que a palavra de Deus é poderosa. É sua própria identidade, e “quem pode resistir à sua presença?” Em segundo lugar, para tornar sua palavra-presença mais palatável, Deus encontrou uma solução: recontou-a sob a forma de histórias.
Por quê? Haverá nas histórias algo que por sua própria natureza expressa os caminhos e a mente de Deus mais do que qualquer outra expressão? Será porque a narrativa é uma incontrolável “energia de conhecimento” que liga uma pessoa a outra, uma geração a outra e em última instância todos a Deus? Será na verdade a história – falada, escrita, encenada, pintada, esculpida, desenhada, cantada – um eco da nossa origem, um elo-tradição que nos liga a nossos começos, uma ressonância de alguma realidade ancestral?

William J. Bausch, Storytelling: Imagination and Faith

Labirintos por Frei Betto

Somos um povo encerrado numa história de espelhos movediços, história sem linearidades, anticartesiana, barroca e, sobretudo, mágica. O rei de Creta encomendou a Dédalos o labirinto – palácio de intrincados percursos, onde as pessoas se perdiam, exceto Teseu, graças ao fio de Ariadne, que o conduziu à saída.Menos de uma semana antes de morrer, a 10 de dezembro de 1830, Bolívar reagiu quando seu médico recomendou-lhe confessar-se antes de receber os sacramentos: “Que significa isto? Estou assim tão doente que vens me falar de testamentos e confissões? Como poderei safar-me deste labirinto?”Num labirinto se entra e, depois, tudo é mistério e surpresa: curvas, bifurcações, retorno ao mesmo ponto quando se imagina avançar, encruzilhadas, ocultamento de saídas, caos aparente, linhas distorcidas, vias que conduzem a lugar nenhum e obrigam a refazer o caminho, busca incessante de alternativas.Gabriel García Márquez escreveu “O labirinto” para tentar decifrar o que Bolívar quis dizer ao citar esta metáfora. Jorge Luis Borges não fez outra coisa na vida senão imaginar labirintos perfeitos, lineares, retangulares e circulares, espaciais e temporais, materiais e espirituais. Imaginou um labirinto de labirintos que abarcaria o passado e o futuro, e até mesmo as estrelas.Octavio Paz, em seu “O labirinto da solidão”, descreve os espanhóis perdidos num labirinto de nostalgia e introspecção. De fato, a tela “Las meninas”, de Velásquez, de 1656, é o espelho do espelho do espelho...Miró pintava labirintos para intrigar e entreter. Buñuel tinha uma visão labiríntica do mundo. Porém, o grande inspirador de todos os labirintos foi Cervantes, perdido nos corredores da razão e da loucura, das luzes e das trevas, entre Erasmo e Maquiavel. Dom Quixote somos todos nós, latinos, que nos recusamos a fazer distinção entre sonho e realidade, ilusão e fato, quimera e concretude, utopia e história. La Mancha, com seus moinhos de vento, é a nossa pátria espiritual.Nossos heróis são figuras míticas impregnadas dessa dubiedade. Manipulados pelo poder, esvaziados de sua rebeldia, figuram polidamente em nossos livros didáticos ou congelados em estátuas públicas como o avesso do que foram. Assim, os revoltosos mineiros são chamados de “inconfidentes”, que significa delatores, indignos de confiança. A rebelião é taxada de Inconfidência... Em expressão atualizada seria Deduragem Mineira. E os bandeirantes, hoje consagrados em monumentos, vias e rodovias, não estão longe da versão barroca do esquadrão da morte rural. Que o digam os povos indígenas.Estes versos de Irmã Juana Inês de la Cruz, a primeira poeta latino-americana, retratam bem o nosso caráter: “Confusa, minha alma / divide-se em duas: / uma é escrava da paixão, / a outra serve à razão.”Nós, brasileiros, nos movemos em dois fantásticos labirintos: o primeiro, a burocracia estatal, que tememos e da qual não podemos escapar. Dela dependemos, embora horrorizados: infindáveis papéis, solicitações e requerimentos, taxas e filas, tributos incessantes. O direito concedido como favor; o burocrata travestido de sultão, dotado de poderes mágicos.O segundo labirinto é o carnaval, a festa em que nos escondemos atrás das máscaras, e vestimos a fantasia do que não somos. Ali nossa identidade se desintegra e se reconstitui naquele outro ser que se esconde nos recônditos de nossa alma – ela também labiríntica, andrógina, complexa e cordial.O carnaval é o grande ritual no qual ofertamos a Momo, no altar da alegria, no panteão dos carros alegóricos, a nossa rebeldia travestida em festa para gáudio dos senhores do poder que, de cima de seus camarotes de luxo, estampam cervejas em suas camisetas e estouram champanhas, felizes porque o ritual sublima o confronto direto, o povão lá em baixo disfarçado em reis e rainhas, enquanto lá em cima eles de fato reinam; o povão de casaca e cartola, enquanto eles mandam; o povão ridicularizando o poder, e eles, inebriados; além de deter o controle sobre as almas, desfrutam dionisiacamente da beleza dos corpos desnudos, naquele espaço em que o sangue se transmuta em suor, e a sensibilidade atinge o ápice como expressão fortuita de uma liberdade que é negada fora do confinamento orgiástico, prisão de todas as nossas pulsões libertárias. Ali são virtualmente rompidas as fronteiras de raça e sexo, classe e poder.Os espelhos movediços do labirinto refletem a dádiva de Momo; advertem que são apenas uns poucos dias. Depois, sem máscara e fantasia, a realidade coloca cada um em seu devido lugar. E que ninguém tente ultrapassar os limites. Nem ouse estender o fio de Ariadne e encontrar a saída do labirinto.
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.

O DESAFIO DA ÉTICA IDEAL - ELA EXISTE?




Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio... Gl 5.22-23.A carta aos Gálatas tem nesta passagem um de seus textos mais conhecidos e citados pelo povo de Deus. Inúmeros teólogos apresentam suas “teologias” da famosa passagem do FRUTO DO ESPÍRITO. Imagine quantos sermões, em toda a história cristã, já não foram pregados sobre estes dois versículos das Escrituras!
Existem outras citações bíblicas que ajudam ou determinam ao crente como ele deve proceder em sua vida diária. Ensinamentos como este, assim como as bem-aventuranças e também as várias exortações do Apóstolo Paulo sobre a conduta cristã (Fp 2.1-4; Ef 4.25-32 e o cap. 5 e outras) são, sobretudo, um enorme desafio para nós, os discípulos de Cristo.
Se compararmos o ensinamento bíblico (ideal) com a prática de vida (real) nós teremos decepções. Aí você pode dizer: Ah! Mas ninguém é perfeito!
O problema não está em ser ou não perfeito. Ninguém é. O problema que vejo é quando cultivamos algumas virtudes e outras não. Há pessoas que são extremamente zelosas na justiça e no direito. Só permitem o que é correto. E para defender o certo não consideram a bondade, a gentileza, o respeito ao outro, a doçura. Por outro lado, há aqueles que são um mel de tão doce. Nunca entram em uma sala sem ser gentil até com o cachorrinho. Mas que, em nome da paz e da harmonia, permitem os maiores absurdos e pecados.
Outro exemplo está no grupo de pessoas que combatem aqueles pecados “graves” ou escandalosos (comuns aos outros) mas em seu coração não há lugar para nem mais um ensinamento de Deus porque o orgulho ocupou toda a sua extensão. Ou então, no imenso desejo de agradar a Deus em tudo as pessoas vivem uma imensa dor no peito. Não conhecem nem a “paz” nem a “alegria” , tal é a luta e sofrimento por que passam para manter uma vida de santidade.
Volto ao desafio. Porque é tão difícil esta ética una? Jesus disse que só os pobres de espírito herdarão o Reino de Deus. Esta qualidade não é algo que nos enche e sim que nos esvazia. Para nos enchermos do fruto do Espírito, primeiro teremos que esvaziar-nos de nós mesmos. E sempre que nos sentirmos necessitados de mais uma qualidade de Deus em nós, ou de mais um “puxãozinho de orelha”, mais estaremos caminhando em prol da conduta bíblica, cristã e completa.
MCA - Postado por Marcelo Coelho

Frase do dia.......


"Somos importantes, mas não essenciais; valiosos, mas não indispensáveis".

Desabafo de Ovelha


A vida de ovelha tem sido penosa e turbulenta. A ovelha está nesse aprisco desde que nasceu. Rick Warren afirma, "Se você não gasta tempo com os de fora, como irá entender o que eles pensam" ? Não temos mais pastores com chamados de Deus e sim teólogos diplomados, com bacharelado, Mba e ênfase em relações pessoais, marketing, administração.Não sei mais quem é o "pastor", afinal ele é um pregador itinerante e pertencente à igreja de Cristo, você não viu a carteirinha de membro dele? Eu também não vi. Acima dele só Deus e o chapéu. Parece ser a quarta pessoa da "quatrindade". Não anda mais com revistas da EBD e sim com livros ou cds, quando não, os dois. E convenhamos de péssima qualidade técnica e teor patético.A igreja virou um mercado. Os "pastores", os mercadores. As ovelhas as mercadorias.Os fundamentos da nossa doutrina, eles mudaram. Se fui atropelado, foi legalidade espiritual. Se meu nome foi para o SPC, surge a pergunta: Você é dizimista fiel? Eles acham que nós só lemos a Bíblia domingo à noite.A ovelha sempre sofrida doa a sua oportunidade de aconselhamento para as outras ovelhas em estado de emergência. A ovelha diz: Sujeição é o cume do abandono. É bem verdade, a mais pura verdade, é mais que verdade. Ovelha se berrar, está apostatada, afinal, foi levada como ovelha muda...Se uma ovelha sequer pensar algo que vai contra os interesses do "pastor", ele esbraveja essa: " não levanta sua voz contra o ungido do Deus Vivo".Alguns "pastores", no tempo de experiência, estão em todos os cultos. Oferecem-se para tudo: aconselhamento, reforma no templo, capinação no quintal da ovelhinha, não precisa nem de gasolina para o carro. Três meses depois, é um tal de férias, fim semana com a família, internet com speed, banda larga e tv a cabo. A ovelha, coitadinha, tendo que assistir o Jornal Nacional, quando não é outro programa (mas essa é outra conversa), por que só tem tv aberta e um aparelho preto e branco com esponja de "Bombril" na antena.A ovelha não conta, mas, levanta sempre de madrugada para orar por ela mesma, pelo pastor, igreja, vizinho, comunidade, estado e país.A ovelha tem primos ricos e irmãos pobres, que nem tiveram acesso a uma educação decente. E esta ovelha nem sequer chorou pela morte do avô. Quer saber um pouco sobre ele? Era um senhor de engenho e segundo o "pastor" a ovelha tem que orar por ele, que é pra não pegar uma maldição hereditária.Ovelha morre de medo de que o pastor venha com esta história de rosa ungida, camisa ao avesso, sal grosso, sal iodado, sal temperado e pare de falar das coisas do céu. Aliás, só de ver um "oleozinho", ungido perto do púlpito a ovelha já estremece. Tem mais medo disso do que da máquina de tosa. Quer ver uma ovelha tremendo? Fale para ela que a igreja está pensando em alugar um "horariozinho" na televisão.Ovelha entra em depressão com o fim da escola dominical.A ovelha fica triste quando no dia de ano novo, o pastor lhe manda uma mensagem, não lhe desejando paz, felicidade, mas pedindo oferta, pois vai viajar. E a ovelha, com saudade dos que ela deixou há tempos e não pode nem lhes telefonar, pois o telefone é pré-pago e crédito só quando sobrar grana e quando vai sobrar?Ovelha muitas vezes doa mais do que pode, vai muito alem dos 10%. E sente-se feliz por isso. Está ainda disposta a fazer trabalho braçal. E nem por isso acredita nessa historia de restituição, ano de Elias, ano de Isaque, oração dos 318, planta um, vai colher cem. Só ser for milho. E que não seja em Varzelandia, norte de minas, por que lá não chove faz tempo.É dureza a vida de ovelha, ter que examinar com afinco tudo o que pastor anda dizendo, pra não ser ludibriada. Chegar em casa e repassar todo o sermão a luz da bíblia.Como ir a igreja sem dinheiro para pagar o ônibus? Permanecer antes da catraca até o ultimo ponto, na esperança de que o culto acabe em menos de duas horas e ela consiga a integração gratuita na volta pra casa. Ter que usar o vale transporte da empresa e no fim do mês, pedir carona para o cobrador que a olha como se ela fosse uma desocupada. Acordar as quatro da matina. Trabalhar o dia inteiro de pé, agüentar pressão de chefe incircunciso, chateação de clientes "cheios de razão", colegas de trabalho, depois ir para a igreja e ouvir um sermão água com açúcar. Depois do culto a ovelha pega um "busão" lotado e o "pastor" de Vectra, Ford fusion (carrão), Audi A3, Frontier, Omega alemão, tudo automático, direção hidráulica, banco de couro, teto solar, mp3 e computador de bordo.Pastor não sabe o que é uma catraca, não conhece um cobrador, nunca viu motorista pé de breque, nunca usou um cartãozinho chamado bilhete único. Pastor só conhece chekin (é assim que se escreve?), aeroporto, comissária de bordo, passagem de primeira classe, cartões cinco estrelas com limite ilimitado. Sei de um que chega de helicóptero, começa com Davi e termina com Miranda.Ovelha sofre calada!A ovelha gostaria de ficar perto do pastor, para ser um pastor um dia (não deixa de ser por interesse), mas o pastor tem sempre medo de concorrência.Quando um desses pastores se vai, a ovelha estende suas preces para que Deus lhe de entendimento do Reino. Assim a sensibilidade aumenta.Mas quando uma ovelha fala mal da outra, aí já é demais:Esse é o ponto de vista de uma ovelha que não berra em coletividade, mas anda na contramão do sentido. Ovelha essa, que não entende muito bem alguns "pastores", mas que busca com ansiedade ouvir a voz do seu PASTOR. E eu nem sabia que ovelha tinha ponto de vista.

Texto de Adonias Reis

Esperança para os dias catastróficos


- Texto para reflexão: Nossa alma espera no Senhor, nosso auxílio e escudo (Salmo 33.20).

Vocês se lembram das Olimpíadas de 2004 na Grécia? Houve um evento marcante que é ponto para comerciais hoje e também algumas empresas usam o exemplo como alvo para motivação dos funcionários. Foi o evento que aconteceu com o nosso corredor de maratona Vanderlei de Lima. Ele com os seus 54 quilos e um metro e sessenta e cinco de altura parou o mundo. Ele mexeu com o coração de Olímpico de Atenas. E foi lá que ele recebeu a medalha de bronze na maratona. Era certo que ele ganharia a medalha de ouro, mas de repente, faltando 5 Km, um religioso transtornado que já estivera preso por aprontar numa outra corrida na Inglaterra, se atirou contra o nosso corredor. Abalado Vanderlei assim mesmo voltou para a corrida, é verdade que ele deve ter perdido o ritmo, mas assim mesmo foi até o fim e chegou com alegria e levantando as mãos para alto como se quisesse voar. E ao ser entrevistado ele disse: “É um momento único, a maior parte dos atletas jamais chegam a este momento”.
Este homem é um exemplo de alguém que possui esperança no meio da aparente catástrofe. Ele é um atleta e atletas querem vencer sempre. Ele estava próximo da vitória. Aquilo que aconteceu com ele foi o anúncio de um desastre. Mas, ele não entendeu assim e passou pelos obstáculos da vida. Ele saiu do canto daquela multidão para onde foi empurrado e voltou para o local de corrida. E seguiu até terminar a prova. E foi coroado com o terceiro lugar.
Quando olhamos para este Salmo percebemos que não podemos parar na nossa maratona mesmo no meio dos problemas, das adversidades e aparentes catástrofes da vida. Não importa o que acontecerá conosco. Deus será a nossa esperança e auxilio sempre. Ele jamais nos abandonará e sempre nos colocará no pódio da graça eterna. Neste lugar nunca perdemos, mas sempre recebemos esperança, auxilio e fortaleza.
Então tenhamos sempre esperança mesmo no meio das crises e decepções da nossa vida. Como diz Max Lucado: "Você não sabe nada sobre os problemas de amanhã. Mas, saberá amanhã. Você não tem os recursos para as necessidades de amanhã. Mas, terá amanhã. Você não tem coragem para os desafios de amanhã, mas terá quando o amanhã chegar" (LUCADO, Max. Todo dia é um dia especial. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2007, p. 59).
Pr. Alcindo Almeida

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

PETERSON, Eugene. A ORACÃO QUE DEUS OUVE - O livro de Salmos como guia básico.



Este livro de Eugene Peterson é notável com um potencial para revolucionar não apenas a compreensão sobre os Salmos, como também a própria vida devocional de uma pessoa. Peterson comprova novamente a sua habilidade como artesão das palavras, atraindo o leitor para a sua mente e seu coração. Este livro é uma jóia rara. Vejam o que Eugene diz: “Existe uma grande diferença entre orar a um Deus desconhecido, o qual esperamos descobrir em nossa oração, e orar a um Deus que conhecemos, revelado por meio de Israel e em Jesus Cristo, que fala a nossa língua. Na primeira situação, cedemos ao nosso apetite por preenchimento religioso; no segundo caso, praticamos uma fé obediente. No primeiro, há mais diversão; no segundo, muito mais importância. O essencial na oração não é o fato de aprendermos a nos expressar, mas que aprendemos a responder a Deus. Os Salmos nos mostram como responder apropriadamente”. Quando li os primeiros capítulso que falam sobre os Salmos 1 e 2 fiquei emocionado com a visão profunda que Eugene tem destes textos. Contém 222 páginas...

Um milagre


“...Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.
João 10:10

Um milagre! Muitas vezes ouço essa frase em diversos contextos e situações do meu trabalho pastoral. Isto é o que pessoas dizem para descrever situações difíceis de relacionamentos: “preciso de um milagre!”. São relacionamentos despedaçados – pais e filhos, maridos e esposas, irmãs e irmãos, vizinhos e colegas de trabalho – pessoas que não falam umas com as outras. Você sabe do que eu estou falando.
Você encontra pessoas sorrindo, mas, quando nos aproximamos delas, descobrimos que estão feridas, machucadas, solitárias. Situações que são fruto de relacionamentos medíocres e dolorosos.
Um milagre! Preciso de um milagre!
A verdade é que nossa natureza expõe explicitamente que fomos criados para três tipos de relacionamentos: com os outros, conosco mesmo e com Deus. Quer admitamos ou não, quer reconheçamos ou não, quer alinhemos nosso viver com eles ou não, a verdade é que eles estão presentes na vida de cada um de nós.
A maioria de nós tem mais facilidade de entender como somos em relação aos outros – relacionamentos fortes, satisfatórios, produtivos, respeitosos e estimulantes, ou decepcionantes, cansativos, distantes, ou ainda alguma coisa dos dois.
Muitos de nós não entendemos como somos e agimos em relação a nós mesmos – Você se aceita? Você gosta de você mesmo? Você se perdoa? Você se cuida?
E outros não querem admitir que têm um relacionamento com Deus, mas têm – E esse é o relacionamento mais importante, pois é a fonte de toda vida.

VOCE TEM UM RELACIONAMENTO COM DEUS.
Talvez você esteja dizendo: “Há muito tempo que abandonei essa idéia. Não tenho um relacionamento com Deus”.
Eu reafirmo, todos nós temos um relacionamento com Deus, quer admitamos ou não, quer gostemos ou não, quer creiamos ou não, tornando esse relacionamento disfuncional ou distante, mas de qualquer forma, um relacionamento. Você tem um pai, quer goste disso ou não, esteja ele vivo ou morto, seja ele íntegro ou um criminoso, tenha você um relacionamento maravilhoso ou doloroso com ele. Você tem um pai.
Você tem um relacionamento com Deus, e Ele o criou para ter a necessidade de ter relacionamento com Ele.
Pascal, filósofo francês, disse que “cada pessoa foi criada com um desejo perene e profundo por algo mais, e apenas o conhecimento de Deus satisfaz esse anseio”.
Além disso, Deus é sério a respeito de seu relacionamento com você. A Bíblia afirma: “Pois o Senhor... é Deus zeloso” (Êxodo 34:14). Todos os seus outros relacionamentos saem do prumo se você ignorar seu relacionamento com Deus. Ele deseja equipá-lo com tudo que precisa para ter uma vida relevante e relacionamentos satisfatórios.
Ele nos oferece a todos uma vida abundante (Jo 10:10). Ele não tem simplesmente a vida, mas é a própria vida. Deus existe sem ajuda... Deus nunca começou e nunca deixará de existir (Jó 36:26)... Ele é o Deus eterno (Rm 16:26)... Deus é Santo.”
Rick Warren, em seu livro “Uma Vida com Propósitos”, descreve como Deus nos vê:
“Você não é um acidente. Seu nascimento não foi um engano ou um infortúnio, e sua vida não é um acaso da natureza... Deus o concebeu em sua mente, muito antes de seus pais o conceberem. Ele o idealizou antes... Ele fez seu corpo sob medida, exatamente como queria. Ele também determinou seus talentos naturais e a unicidade de sua personalidade... E o mais surpreendente, Deus decidiu como você nasceria. Deus tinha um plano ao criar você, independentemente das circunstâncias de seu nascimento ou de quem sejam seus pais. Não importam se seus pais são bons, ruins ou indiferentes. Deus sabia que aquelas duas pessoas tinham exatamente a constituição genética para criar “você”, alguém que ele tinha em mente. Eles tinham o DNA que Deus queria fazer você... Deus nunca faz nada por acidente e nunca comete erros. Ele tem um propósito para tudo que cria... Deus pensava em você antes mesmo de criar o mundo... Isso é o quanto Deus ama e valoriza você!”.

Concluindo,
Quando você tem um relacionamento saudável com Deus, está na melhor posição para ver a si mesmo como Ele o vê, o que resulta em um relacionamento mais saudável consigo mesmo e com os outros.
Lembre-se: fomos feitos com a capacidade de escolher. E, até não escolher é, em si mesmo, uma escolha.
“Deus pode lidar com qualquer problema que venhamos a colocar em Suas Mãos. Criar planetas não apresenta nenhuma dificuldade para Ele, nem ressuscitar mortos. Não há nada complicado demais que Ele não possa tratar – mas Ele está esperando por nós, para que, reconhecendo o Seu poder, venhamos Lhe pedir ajuda”. Bill Hybels
Termino como comecei:
Um milagre! Você precisa de um em sua vida? Conheço um especialista!
Gosto de viver à espera do milagre. Do milagre da vida, do relacionamento melhor, da alegria de amar a Deus, de vivê-lo abundantemente, de expressá-lo ao outro, ou de vê-lo na vida do outro.
Ainda creio que meu Deus é sim, Deus de milagres!

Hilder Stutz - pastor na IP Alphaville - SP.

Vejam o Blog de um amigo

Para você meditar:


"Você não sabe nada sobre os problemas de amanhã. Mas, saberá amanhã. Você não tem os recursos para as necessidades de amanhã. Mas, você terá amanhã. Você não tem coragem para os desafios de amanhã, mas terá quando o amanhã chegar" (LUCADO, Max. Todo dia é um dia especial. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2007, p. 59).

Frase importante.....de Max Lucado


Os perdoados que não perdoam podem esperar um destino triste - uma vida repleta de muitos dias ruins e amargos... Max Lucado - Todo dia é uma dia especial.

Derrubando Golias - Descubra como superar os maiores obstáculos de sua vida - Max Lucado


Esta obra é baseada na história de Davi e Golias, quando o jovem hebreu venceu o gigante filisteu em uma batalha. Apesar de distante, este relato bíblico tem muito a ensinar. Afinal, todos têm um Golias em suas vidas e o conhecem muito bem. Ele provoca com contas que não se pode pagar, pessoas que não se consegue agradar, hábitos que nunca são deixados, fracassos que não são esquecidos e um futuro sempre evitado. Mas, assim como Davi, qualquer um pode derrubar seu gigante. Para aqueles que já experimentaram a presença de um Golias, a mensagem do livro é clara: “Todos temos um gigante que assombra nossa vida. Mas se Davi derrubou Golias, você também pode derrotar seu gigante - por maior que ele seja.”

Você: Uma grande idéia de Deus - Max Lucado




Descubra como você é especial aos olhos do Criador. Afinal, você é uma criação única e exclusiva de Deus. Michelangelo pintou uma única Capela Sistina. Beethoven compôs apenas uma Nona Sinfonia. Cervantes escreveu um único Dom Quixote. Da mesma forma, Deus criou você de uma forma absolutamente única. Descubra neste livro todo o valor que você tem e as qualidades que farão você crescer e assumir o papel de uma das mais fantásticas idéias de Deus.

Leia: Transforma meu pranto em dança de Henri Nouwen


Repleto de experiências vividas pelo autor e por aqueles que aconselhava, Transforma meu pranto em dança traz conforto e bem-estar em uma linguagem simples e acessível. Embora seja bastante prático em sua abordagem, Henri Nowen evita respostas prontas, simplistas ou simplórias. Para ele, a bondade é o caminho para um modelo de vida enraizado na esperança eterna.Henri Nouwen acredita que as provações que todos enfrentamos exigem mais do que palavras. Frases eloqüentes seriam incapazes de amenizar nossas dores mais profundas. No entanto, existe algo que pode nos orientar e nos guiar através do sofrimento: a própria presença de Deus em nossas vidas. E é dele que vem o convite para redescobrirmos a felicidade.
Transforma meu pranto em dança de Henri Nouwen Páginas: 112.
Editora Thomas Nelson....

A oração simples - por Ed. René Kivitz


Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração. O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão “coisa alguma” inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida. Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar “é legítimo pedir isso a Deus?” ou “será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?”. Simplesmente orar. A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele. O maior fruto da oração não o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz. O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Um sonho




Nunca subestime o poder de um único sonho! Ninguém pode negar o modo como um sonho mudou para sempre o cenário dos Estados Unidos. Esse sonho chegou à notoriedade nas escadarias do Memorial a Lincoln, em 28 de agosto de 1963. Sob um sol do meio-dia, o homem que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King Jr., falou a milhares de pessoas. Sua paixão soava alto e bom som para os ouvintes sedentos que, em pé, ocupavam toda a área desse monumento nacional:

Digo a vocês hoje, meus amigos, que, a despeito das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. [...] Tenho um sonho de que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de seu credo: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais.” [...] Tenho um sonho de que meus quatro filhos, um dia, vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pela essência de seu caráter. Tenho um sonho hoje.

E esse sonho fez-se ouvir por todos os Estados Unidos. Logo 100 mil pessoas fizeram uma marcha em Selma, Alabama. Outras fizeram piquetes em Birmingham. Os que se opunham ao sonho queimaram as casas dos que faziam o piquete e destruíram seus carros, mas sua esperança – sustentada pelo sublime sonho de um homem – permaneceu firme.

Uma nação inteira estremeceu sob o poder do sonho de um homem!

Ora, se um sonho pode fazer isso por nossa nação, imagine o que pode fazer pela Igreja. Pense no poder de realizar milagres que está à nossa disposição para transformar homens e mulheres jovens em líderes exemplares. Imagine o que ele pode fazer pelos casamentos, famílias e comunidades. Imagine as possibilidades que estão no poder de um único sonho dado por Deus. Quando essas mudas de potencial plantadas por Deus germinam, o sonho, no mesmo instante, lança fora sua casca e começa a atingir toda a sua estatura. Uma muda em crescimento pode rachar a maior pedra ou abrir um pedaço de concreto. Pode erguer um Abraham Lincoln de sua terrível pobreza e levá-lo para o Salão Oval da Casa Branca. Pode livrar uma Helen Keller em desespero de uma sentença de prisão perpétua em uma cela escura e silenciosa e transformá-la em uma autora de renome mundial e mestra em seis idiomas. Pode ensinar um Thomas Edison a colocar um filamento delgado em um tubo de vácuo e iluminar o mundo. Pode fazer uma bicicleta voar nas asas do vento em Kitty Hawk.
Salomão lembra em Eclesiastes 3.11 que “Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pelaeternidade” (ênfase do autor).


Extraído do livro: Liberador de Sonhos.

Lançamento do Livro: "Conselhos para uma vida sábia - Reflexões no Livro de Eclesiastes"


Olá meus amigos, na paz?
Quero convidá-los juntamente com suas famílias para o lançamento do novo livro que escrevi. Será na IP Pirituba nos dias 14 e 15 de março de 2008.



Na sexta-feira dia 14.03 será às 20:00 horas e teremos a pregação pelo Pr. Hernandes Dias Lopes e a participação de Ane, Josias e Gerson Borges.

No sábado dia 15.03 será às 19:00 horas e teremos a pregação pelo Pr. Albert Rodrigues e a participação de Ane, Josias e Gerson Borges.

Um abraço e até lá se o Pai permitir...

IGREJA PRESBITERIANA DE PIRITUBA
R. Joaquim de Oliveira Freitas, 2466
e-mail: ippba@terra.com.br

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ANIVERSÁRIO DA IGREJA DE PIRITUBA - MARÇO/2008


NO MÊS DE MARÇO/2008 - Celebração dos 41 anos da IPP.

Dia 02/03: Pr. Carlos Caldas (9:00 horas da manhã).
Dia 02/03: Pr. Hilton Figueiredo (18:30 noite).
Dia 09/03: Adrien Bausells - manhã.
Dia 09/03: Pr. Hilder S. - Participação do Grupo de Alphaville - noite.
Dia 14/03: (sexta-feira): 20:00 horas - Pr. Hernandes Dias Lopes - Participação de Ane, Josias(Banda Ágape) e Gerson Borges.
Dia 15/03: (sábado): 19:00 horas - Pr. Albert Rodrigues - Participação de Ane, Josias(Banda Ágape) e Gerson Borges.
Dia 16/03: Pr. Nelson Taibo - manhã
Dia 16/03: Pr. Nelson Taibo - noite
Dia 23/03: Pr. Aroldo Ribas - manhã
Dia 23/03: Pr. Augustus Nicodemus-Participação do Tributai Acústico - noite
Dia 30/03: Pb. Noé Dias - manhã
Dia 30/03: Pr. Alcindo Almeida - noite

IGREJA PRESBITERIANA DE PIRITUBA
R. Joaquim de Oliveira Freitas, 2466
e-mail: ippba@terra.com.br
Site:
www.ippirituba.org.br

Renove a sua esperança no meio do desânimo


- Texto para reflexão: “Lembra-te da minha aflição e amargura, do absinto e do fel. Minha alma ainda os conserva na memória, e se abate dentro de mim. Quero trazer à memória aquilo que me pode dar esperança” (Jr. 3.19- 21).


Li um texto nesta semana que fala sobre desânimo na caminhada. O autor fala que tem observado que o este item tomou conta de várias pessoas. Apesar de parecer óbvio, ele fala que o desânimo é sem dúvida a falta de ânimo.
A palavra ânimo significa “alma, espírito, coragem, vontade” e quando nos encontramos desanimados é sinal de que nossa alma está doente, insatisfeita com algo ou alguém.
Nesse momento é que percebemos a necessidade urgente de um mergulho profundo, para conhecer e observar o nosso interior e descobrir o que ou quem está nos ferindo, nos machucando. A situação se agrava quando se acrescentam os problemas diversos na vida. Assim o desânimo faz com que esqueçamos nosso posto de serviço, fraquejamos na fé em Deus e, finalmente nos tornamos egoístas.
Jeremias está um tanto quanto desanimado neste texto de Lamentações não por causa dele mesmo, mas pelo estado na vida do povo de Israel cativo lá na Babilônia. O povo estava sem pátria e sem o seu próprio espaço. Daí a fala de Jeremias sobre: aflição, amargura, absinto e fel. Ele fala que está abatido dentro da sua alma.
Parece que nós muitas vezes nos encontramos da mesma forma. Parece que nada está dando certo. Parece que um caminhão de areia caiu sobre a nossa cabeça e o desânimo tomou conta do nosso interior.
Então vem sobre o nosso coração. Um texto que fala da esperança no meio da dor, aflição e angustia. E Jeremias nos faz lembrar que mesmo apesar de todos os obstáculos que encontramos pela vida, apesar dos contratempos que nos deparamos, apesar das portas fechadas que vemos, apesar das dificuldades que enfrentamos, ainda assim, podemos ter esperança. A esperança vive em nós, amanhece conosco, percorre o dia todo e, quando anoitece, ela está ainda mais fortalecida dentro de nós. Quando nosso pensamento estiver confuso e as idéias não forem decifráveis, não desistamos! Lembremo-nos da esperança que me move o nosso coração e está dentro de nós sempre! Quando o nosso caminho estiver nebuloso e as nossas chances diminuídas, lembremo-nos da esperança que devemos ter sempre que é Jesus Cristo de Nazaré. Esperança é a certeza de que algo de bom acontecerá, é a confiança que tudo dará certo no final. Por isso, Jeremias no meio da desolação disse: Quero trazer à memória aquilo que me pode dar esperança. Tragamos na nossa memória a esperança, que ela permaneça sempre nos nossos pensamentos. Que nunca desistamos porque enquanto houver a esperança, nenhum sonho está perdido!
Quando estivermos sem ânimo porque a situação está difícil, digamos: Queremos trazer à memória aquilo que nos pode dar esperança. Com certeza virá ao nosso coração que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim, renovam-se cada manhã e é grande a fidelidade dele em nossa vida!

Alcindo Almeida
IGREJA PRESBITERIANA DE PIRITUBA

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Irmão Lawrence e Frank Laubach - Modelos de vida pura diante de Deus


Há alguns anos atrás li o livro Praticando a Presença de Deus e ele fala sobre a vida do Irmão Lawrence e de Frank Laubach. Pouco se sabe sobre o Irmão Lawrence. Ele nasceu em Lorraine, França, em 1611. De família pobre, aos 18 anos de idade se converteu a Cristo. Mais tarde, tornou-se soldado e, depois, um lacaio (um empregado que abria a porta de carruagens, servia a mesas, etc.). Em 1666, quase aos 55 anos, entrou para uma comunidade religiosa conhecida como os Carmelitas, localizada em Paris. Por volta de 1651, sua experiência com Cristo passou por algum tipo de mudança. A partir desse momento, ele andou na presença de Deus. Tornou-se um “irmão leigo” entre estes devotos descalços de Cristo. Foi entre eles que recebeu o nome de Irmão Lawrence.
Passou 25 anos nessa comunidade e lá morreu aos 80 anos, em 1691. Durante os anos em que serviu, trabalhou a maior parte do tempo na cozinha do hospital. Tornou-se conhecido dentro da comunidade e depois fora dela, por sua fé comedida e serena, e por sua simples experiência da “presença de Deus”. Por fim, pessoas de outras partes da França passaram a interrogar o Irmão Lawrence sobre o modo como elas poderiam alcançar uma realidade espiritual (LAWRENCE, 2004, pp. 15 e 16).
Muitas pessoas viram a cópia de uma das cartas do Irmão Lawrence e manifestaram o desejo de ver outras. Para atender a esses pedidos, tomou-se cuidadoso ao coletar o maior número possível de cartas escritas pelas próprias mãos do Irmão Lawrence. Todo cristão encontrará nestes escritos muitas recomendações para sua edificação. Aqueles que estão no mundo descobrirão, lendo essas cartas, quanto estavam enganados, à procura de paz e alegria no brilho falso das coisas que podem ser vistas e que, não obstante, elas são temporárias (LAWRENCE, 2004, p. 16).
Quanto à vida deste homem, sabemos que ele andou de maneira séria com Deus e em santidade de vida. Não é por acaso que este livro já vendeu mais de 22 milhões de cópias.
A vida de Frank Laubach tem algo precioso também. Frank nasceu nos Estados Unidos no dia 2 de setembro de 1884, quase 200 anos após a morte do Irmão Lawrence. Quarenta e cinco anos mais tarde, Frank Laubach estava servindo como missionário nas Filipinas. Embora tenha realizado muitas coisas louváveis nesses 45 anos, entre elas um ministério realmente notável e cheio de fé entre os muçulmanos no sul das Filipinas, temos de admitir que ele foi um soldado da cruz relativamente desconhecido.
Foi nesta época, aos 45 anos de idade, que Frank Laubach deu início à prática de permanecer na presença de Cristo. É interessante perceber que, 40 anos depois, quando deu o que considerava um passo muito pequeno, por causa do tempo, em direção à eternidade, Frank Laubach morreu. Aos 85 anos ele era um dos homens mais conhecidos e mais queridos do século XX (LAWRENCE, 2004, p. 18). Tentar dizer quem foi Frank Laubach ou mesmo resumir sua vida em um espaço tão pequeno é simplesmente impossível. Ele foi o homem mais viajado dos tempos modernos. Ficou conhecido em quase todos os lugares da terra. Inúmeras honras lhe foram concedidas; entretanto, na ocasião em que recebeu o famoso prêmio “Homem do Ano”, disse humildemente: “O Senhor não quer contar meus troféus, mas minhas cicatrizes.”
Ele escreveu mais de 50 livros, muitos deles best-sellers que tiveram uma influência de escala mundial. Foi, talvez, o maior educador dos tempos modernos e foi apontado por muitas pessoas como uma das figuras mais raras do Século.
As realizações de sua vida são quase intermináveis. No entanto, os melhores momentos da vida desse incrível homem levam a uma adorável, solitária e pequena colina, atrás da choupana em que vivia na ilha de Mindanao. Frank Laubach escreveu suas experiências durante esses dias, em uma série de cartas para seu pai, das quais condensamos estes escritos (LAWRENCE, 2004, p. 19).
Quando olhamos para a vida e entrega destes dois homens, percebemos que eles tiveram vida com Deus. Eles foram homens de vestes alvas e nunca faltou o óleo sobre a cabeça deles.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Leia este livro precioso....!!!


John Piper. Deus é o Evangelho. São Paulo: Fiel, 2006.


Este livro é um clamor do coração de John Piper. Ele está argumentando que o próprio Deus, revelado na morte e ressurreição de Cristo, é o mais sublime e o mais essencial dos dons do evangelho. Nenhuma das realizações de Cristo, narradas nos evangelhos, e nenhuma das bênçãos do evangelho são boas-novas, se não forem meios pelos quais podemos ver e experimentar a glória de Cristo. O perdão é boa-nova porque é o caminho para nos levar a gozarmos ao próprio Deus. A justificação é boa-nova porque garante o acesso à presença e aos prazeres de Deus . A vida eterna é boa-nova porque se torna o gozo eterno da pessoa de Cristo. Todos os dons de Deus são amáveis somente enquanto nos levam a Ele. Isto é o que significa Deus é amor: o compromisso dEle mesmo em fazer tudo o que é necessário (a dolorosa morte de seu próprio Filho), para nos cativar com aquilo que é mais profundo e totalmente satisfatório — Ele mesmo. Contém 208 páginas.

A Religião e o Evangelho

Nesta semana li um livro extraordinário de Glênio Fonseca Paranaguá - Religião uma bandeira do inferno. O livro fala de algumas questões sobre A Religião e o Evangelho. E me chamou muito a atenção os diversos pensamentos de Glênio sobre o Evangelho comparado a religião. E é extremamente preciosa a abordagem feita por ele no assunto.

Vejam alguns pensamentos dele:

"A religião é obra do homem. O Evangelho nos foi dado por Deus".
"A religião é o que o homem faz por Deus. O Evangelho é o que Deus tem feito pelo homem".
"A religião é o homem em busca de Deus. O Evangelho é Deus buscando o homem".
"A religião é o homem tentando subir a escada de sua própria justiça, na esperança de encontrar-se com Deus no último degrau. O Evangelho é Deus descendo a escada da encarnação de Jesus Cristo e encontrando-se conosco, na condição de pecadores, no primeiro degrau".
"A religião é constituída de bons ponto-de-vista. O Evangelho de boas novas".
"A religião traz bons conselhos. O Evangelho, uma gloriosa proclamação".
A religião toma o homem e o deixa como está. O Evangelho toma o homem como está e o transforma naquilo que ele deveria ser".
"A religião termina como uma reforma exterior. O Evangelho termina com uma transformação interior".
A religião passa uma cariação. O Evangelho alveja".
A religião muitas vezes torna-se uma farsa. O Evangelho é sempre uma força, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16)".
Há muitas religiões, mas apenas um Evangelho".
A religião enfatiza o "fazer", enquanto o Evangelho enfatiza a condição de ser".
"A religião diz: Faça o bem, continue a fazer o bem e eventualmente você se tornará bom". O Evangelho diz: Primeiro, você nasce de novo, pela graça de Deus. A conseqüência natural disso assim como o dia segue a noite, é que você fará o bem".
"A religião coloca em destaque princípios e preceitos, códigos e credos. O Evangelho coloca em destaque uma pessoa: JESUS".
A religião diz: "Alcance". O Evangelho: "Obtenha".
"A religião diz: "Tente". O Evangelho: "Receba".
"A religião diz: "Esforce-se". O Evangelho: "Confie".
"A religião diz: "Desenvolva-se a si mesmo". O Evangelho: "Negue-se a si mesmo".
A religião diz: "Salve-se". O Evangelho: "Entregue-se".
A religião diz: "Faça... faça isso, faça aquilo, e será salvo". O Evangelho afirma: "Já foi feito. Creia e será salvo".

Bom demais para compreendermos as realidades profundas que o Evangelho tem para nós!!!

João da Cruz - um homem que andou com Deus


João da Cruz - um homem que andou com Deus

João da Cruz viveu na segunda metade do Século XVI. Ele foi um discípulo de Tereza de Ávila. Em alguns aspectos ele se tornou maior do que ela. Ele era responsável pelo movimento carmelita. Houve hostilidade nesse processo. A Espanha se tornou a guardiã da fé católica. Quando o Franco estava no poder era muito comum dizer que a Espanha era mais papista do que o papa. Com as ambições de Carlos V, a Espanha ficou no processo da monarquia e nesta época havia imperadores intelectuais.
João da Cruz cresceu nesta época num lugar pobre e sua mãe perdeu tudo. O seu pai perdeu a sua herança porque se casou com uma mulher pobre. João era muito inteligente e caiu na graça de amigos que investiram na Universidade. Ele se tornou amigo de Tereza. Ele pegou fogo no servir a Deus num Hospital. Ele atendia todos os pacientes que estavam morrendo.
A sua experiência com Deus era marcante para a vida das pessoas. Tanto João da Cruz como Tereza entraram no mundo do fogo. Em 1552 quando ele era o capelão das freiras e foi seqüestrado pelos seus próprios amigos carmelitas e levado para Toledo. Colocaram numa cela pequena onde mal dava para ele se deitar.
Ele comia migalhas de pão e a água era de prisioneiro. Ele estava acorrentado e ele assistia os nobres comendo e depois era torturado. Ele comia dos restos que lhe davam. Depois era levado para a sua cela escura. Ele percebeu que aquilo que estava passando não teria fim. Isso aconteceu porque ele queria ser mais espiritual na vida diante de Deus.
Certo dia um carcereiro amigo deixou a porta aberta e ele rasgou as roupas de cama e fez uma corda e saiu pela janela. No lado de fora imediatamente foi para o convento das carmelitas e de lá conseguiu chegar em Ávila. Lá em Ávila ele começou o movimento entre os homens.
Na ordem de “Anda Lusias” alguns o invejaram por causa do seu jeito de vida simples. Ele teve uma opção depois de ser acusado injustamente. Ele poderia sair e ter outros inimigos, eles partiu para sofrer ainda mais porque entendia que participava dos sofrimentos de Cristo. O seu choro se tornou a voz dos anjos. Neste tempo de sofrimento começou seu comentário sobre a noite escura da alma: para ele era o processo de estar no escuro. Ele descreve as suas experiências na cela escura e sem vida. Suas músicas eram uma dança do pensamentos e das emoções do coração. Ele estava cantando a sua dor e sofrimentos. Eram as expressões dos seus sofrimentos e as lutas que ele experimentava naquela cela. Na subida do Monte Carmelo ele cantava a noite escura. Tanto que o escritor de música mais respeitado da Espanha é João da Cruz.
Ele tem duas noites escuras da alma:
· Noite dos sentidos: ele se tornou nu de tudo. Ele estava destituído de tudo. No mundo dos sentidos é o que vivemos as convicções da vida. As coisas que nos dão as convicções do coração, são as noites dos sentidos. Aquilo que entendemos ser a nossa identidade foi destruído. João nos ensina que na presença de Deus somos reconstruídos. Para João na verdade, a noite escura, era abençoada porque havia reconstrução do seu coração na presença de Deus. Era a noite quente nas mãos do criador. Com João da Cruz aprendemos que a nossa auto-imagem destruída pelas feridas da vida é radicalmente reconstruída em Cristo. Nunca chegamos a essas profundidades de João, por isso, não entendemos a reconstrução da vida.
· Noite da alma: Tereza compreendia a sua alma como algo que tinha parte com a espiritualidade. Ela era um jardim que vivia com a água viva. A sua alma era um castelo em que explora todos os quartos com Cristo na noite escura da alma onde todas as imagens desaparecem. A imaginação da pessoa é eliminada e não consegue dimensionar o que significa isso.
Na sua vida João da Cruz se tornou uma pessoa totalmente contemplativa. João da Cruz foi sempre sedento do infinito e não fez outra coisa a não ser viver o amor, cantar o amor e ensinar o amor.
Os sermões de João da Cruz são pérolas inestimáveis e os seus conselhos, de uma sabedoria nobre e suas ambições sempre nobres. Ele repetia sempre: "O ferido de amor não se cura a não ser com o amor. Para chegares a saborear tudo, não queiras ter gosto em coisa alguma. Para chegares a possuir tudo, não queiras ser coisa alguma. Para chegares a saber tudo, não queiras saber coisa alguma. Para chegares ao que não gostas, hás de ir por onde não sabes. Para vires ao que não possuís, hás de ir por onde não possuís. Para chegares ao que não és, hás de ir por onde não és. O olhar de Deus produz na alma quatro bens, isto é, a purificam, a favorecem, a enriquecem e a iluminam. É como o sol que derdejando na terra seus raios, seca, aquece, embeleza e faz resplandecer os objetos".
Como precisamos de pessoas com o exemplo de São João da Cruz.
Pr. Alcindo Almeida

Amor é mais severo que a justiça - Goiabas Roubadas

Jesus foi o primeiro a demonstrar de que modo superar esse monstruoso estado de coisas. No momento em que afirmamos que nada pode nos dizer o que é bom a não ser uma tradição dada por Deus, a religião irá prevalecer sobre o sentimento moral de uma forma que se mostrará fatal para ela mesma.
Nosso único meio de proteção consiste em perceber que a coerência moral – em outras palavras, a sinceridade da vontade – é o primeiro passo na direção daquela religião na qual o Deus vivo é verdadeiramente buscado.
A expressão bíblica para religião é confiança em Deus e amor a Deus. Confiança genuína em Deus consiste em sentirmos que somos filho de Deus; amar a Deus consiste em colocarmos como nosso alvo, como o objeto final da nossa vontade, a qualidade de união com Deus que fica implícita no desejo de tornar-se filho de Deus.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Leia estes livros que são ótimos






WILLARD, Dallas. A conspiração divina. São Paulo: Mundo Cristão, 2001. O autor convoca o cristão moderno a uma fé mais autêntica e apresenta um plano prático para que ele se torne semelhante a Cristo. Willard o instiga a deixar de lado as políticas e as beatices da prática cristã contemporânea e o estimula a rejeitar a comuníssima fé morna dos tempos modernos, abraçando o verdadeiro significado do discipulado cristão. A eternidade já está em curso, e nela todo ser humano navega, quer goste ou não. O futuro, por mais longe que pareça estar, é uma extensão natural da fé e da vida que se vive hoje, agora. Muitos dizem que crêem em Jesus e que o conhecem, que seguem seus caminhos, seus ensinos e que lhe obedecem sem hesitação. O mundo cristão está recheado de palavras que, embora expressem semanticamente a teoria, esvaziaram-se de real significado prático. Que dizer da espiritualidade? É um assunto muito em voga, objeto de estudos, tema de seminários e de livros assíduos das listas dos mais vendidos divulgadas pela mídia. Mas o homem compreende de fato o significado e o propósito da existência humana? Vive uma espiritualidade verdadeiramente cristã, a vida que Jesus ensinou? Muitas vezes é difícil dar sentido a todo o conjunto da Bíblia. O que ela tem a nos dizer hoje. Qual sua relevância ou prática para os inúmeros problemas do mundo moderno. Contém 464 páginas.


PIPER, John. Uma vida voltada para Deus. São Paulo: Fiel, 2007. SUPREMACIA DE DEUS EM TODA A VIDA Como viveremos? A cada momento, vivemos perante a face de Deus. E, diante dEle, não há obras esquecidas, palavras ignoradas e escolhas irrelevantes. Em 80 meditações sábias, John Piper nos ajuda a descobrir como viver plena, apaixonada e incansavelmente por amor a Deus. São leituras diárias que abrangem diversos assuntos — desde interesses pessoais à vida pública e cultural — e todas elas estão alicerçadas nas Escrituras. Cada leitura nos ajuda a colocar Deus no centro de tudo o que somos e fazemos. Viva apaixonadamente! Contém 256 páginas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sintamos o toque de Deus em nós


Parece-me que na maioria das vezes não sabemos discernir a presença de Deus em nós. Porque vivemos de tal maneira que conseguimos entender e refletir minimamente que Deus não apenas anda conosco, mas ele está dentro de nós. Ele habita em nós por meio do Espírito Santo. Então podemos concluir que viver na presença de Deus é viver com a consciência de que a sua presença viva em nós faz-nos viver de maneira absolutamente diferente. E a aquela consciência de Moisés que dizia que não sairia daquele lugar se a presença de Deus não fosse com ele e com o povo.
Quando temos consciência de viver na presença de Deus sentimos de maneira impressionante o seu toque no nosso coração. E este toque é precioso demais para o nosso coração porque é íntimo e tão pessoal que revoluciona toda a nossa maneira de amá-lo e servi-lo na vida.
Quando andamos na presença de Deus somos penetrados no mais profundo do nosso coração e Deus chega bem lá no centro do nosso coração e discerne todas as nossas emoções.
Quando andamos na presença de Deus somos conhecidos por ele em todas as facetas do nosso coração. E neste processo acontece uma conexa tão verdadeira que e cada detalhe da vida percebemos e sentimos a presença de Deus em nós. E isto faz toda diferença no dia-a-dia porque passamos a fazer tudo respirando Deus e sentindo o seu toque profundo em nosso coração.
Quando andamos na presença de Deus somos influenciados por um toque divino que vivemos com a realidade e sentido da santidade dentro de nós. Daí a mentira não é a nossa prática de vida. O orgulho não domina mais o nosso coração para tentarmos ser mais do que os outros. A inveja começa a perder os pontos porque o toque da graça de Deus em nós faz com que olhemos o nosso próximo e o identifiquemos como alguém maior do que nós. A soberba não nos domina mais para termos e termos, mas passamos a buscar o espírito da humildade do nosso mestre que diz que veio para servir e não para ser servido. Ele veio para se entregar numa atitude de entrega e renúncia totais.
Quando andamos na presença de Deus somos encharcados com a graça de Cristo e passamos a refletir minimamente o caráter e a vida de Jesus. Assim, as pessoas olharão para nós e perceberão algo diferente porque a nossa atitude é a de Jesus, o nosso amor é o de Jesus, a nossa palavra é a de Jesus e a nossa postura é a de Jesus.
Ao ter esta consciência busquemos andar a cada dia sentindo o toque da presença de Deus em nosso viver!