Pular para o conteúdo principal

Leituras em abril de 2020



1.             PETERSON, Eugene. O pastor contemplativo: descobrindo o significado em meio ao ativismo. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. Ociosidade, subversão e apocalipse são contrapontos ao ativismo desenfreado, à rendição aos valores não-cristãos e à ausência da mensagem redentora do Reino. Hábitos que impregnam o pastorado, à medida que se resigna em agir como peças de uma engrenagem em moto-contínuo, cujos excessos de atividades, pressões e responsabilidades sugam o sentido original do ingresso no ministério pastoral. O pastor contemplativo é um alerta para a urgência na redefinição de novos rumos na caminhada ministerial, começando por uma revolução interior que apascente o coração, ofereça novos estímulos e faça valer a pena viver o chamado para o pastorado. Contém 190 páginas.

2.             PETERSON, Eugene. O pastor que Deus usa: cinco pilares da prática pastoral. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. No intuito de poder corresponder às demandas do ministério, pastores são intimados a conhecer a sociologia, a história, a psicologia para melhor fundamentar sua prática. Apesar da inegável validade de uma formação multidisciplinar, Eugene Peterson, considerado por muitos o “pastor dos pastores”, chama à atenção para o outro lado dessa moeda: o conhecimento bíblico na prática pastoral está perdendo espaço para outras fontes de conhecimento. Longe de possuir uma mensagem saudosista e retrógrada, O pastor que Deus usa é o esforço para permanecer em contato com a vitalidade do bom trabalho pastoral tão evidente no material bíblico, para depois colocá-la em uso no presente. Peterson resgata a sabedoria contida em cinco livros do antigo testamento (Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester) para apresentar cinco pilares essenciais ao bom exercício do pastorado. Não se trata, portanto, de tentar encaixar a vida pastoral moderna em um molde antigo a fim de dar-lhe um formato bíblico. Ao contrário, como singular biblista que é, Peterson se vale das Escrituras da mesma forma que Israel o fez vezes sem conta, meditando no seu significado e aplicando suas lições à realidade atual. Contém 285 páginas.

3.             SCHAEFFER, Francis A. Morte na cidade. São Paulo: Cultura Cristã, 2018. Esse livro foi o terceiro a ser escrito por Schaeffer e é essencial para o entendimento de seu pensamento. Escrito no contexto da contracultura dos anos 60, seu toque é profético e sensível a este começo de milênio, na medida em que aborda as mesmas preocupações pessoais, morais, espirituais e intelectuais de nossos dias, e na medida em que os efeitos prenunciados pelo autor para o pensamento e o estilo de vida da sua época são fartamente comprovados hoje. A morte moral e espiritual sufoca a verdade, o significado e a beleza da cidade e da cultura em geral. Contém 96 páginas.

4.             João Calvino - Série clássicos da reforma. Uma coletânea de escritos. São Paulo: Vida Nova, 2017. Nos quinhentos anos da Reforma protestante, Vida Nova tem a satisfação de presentear seu público com a série Clássicos da Reforma, que reúne em cada volume escritos significativos de cada um dos principais reformadores. Cada volume traz uma introdução escrita por um professor brasileiro. A série vem disponibilizar aos interessados na teologia protestante uma seleção representativa de textos dos principais expoentes da Reforma do século 16. Lutero, Melâncton, Calvino e Zuínglio são apenas alguns dos pensadores cujos escritos, na maioria inéditos em português, serão contemplados. Neste volume, traduzimos diretamente dos originais franceses, seis obras importantíssimas não apenas na Reforma protestante do século 16, mas na história do pensamento cristão. Contém 320 páginas.

5.             NOUWEN, Henri. Corações ardentes: Uma reflexão sobre a vida eucarística. São Paulo: Loyola, 2001. Nesse livro, Nouwen fala consigo e com seus amigos sobre a Eucaristia, tecendo uma rede de conexões entre a celebração da Eucaristia e a experiência humana cotidiana. O evento eucarístico revela as experiências humanas mais profundas, as de tristeza, atenção, convite, intimidade e engajamento, o que resume a vida que somos chamados a viver em nome de Deus. Como base em suas reflexões sobre a Eucaristia e a vida eucarística, o autor usa a passagem bíblica dos discípulos que caminharam para Emaús e de volta para Jerusalém. Contém 80 páginas.

6.             GRUN, Anselm. A arte de ser mestre de si mesmo para ser líder de pessoas. Rio de Janeiro: Vozes Nobilis, 2014. Muitas áreas do conhecimento têm servido de inspiração para a liderança e a organização das empresas. A relativamente nova ciência das leis e dinâmicas dos sistemas mais uma vez irá modificar o procedimento da liderança. Quem constantemente busca desenvolver-se terá sempre que ver o todo em suas interações. Esta é, substancialmente, uma abordagem espiritual, pois considera uma boa liderança aquela que engrandece todas as pessoas envolvidas. Estudos empíricos sempre de novo comprovam que o olhar para o todo é o que produz os melhores frutos. Contém 176 páginas.

7.             BAVINCK, Herman. Teologia Sistemática. São Paulo: Editora Socep, 2001. Alguns têm dito que Bavinck foi mais um filósofo do que um teólogo. É verdade que sua filosofia exibe a disciplina do treinamento e da informação de um filósofo, mas o que ele queria ser antes de tudo era um teólogo Escriturístico. É como Landehr disse: Assim como Calvino extraiu seus pensamentos da escritura, Bavinck também sempre se inclinou sobre a Escritura para extrair dela as suas ideias, e sempre foi guiado pela Escritura em sua sistematização de seus ensinos. Além disso, em seu exercício teológico ele não era o espectador imparcial que observava descomprometidamente a realidade da religião. Em sua aula inaugural em Amsterdã, Religião e Teologia, ele disse: "Religião, o temor de Deus, deve ser o elemento que inspira e anima a investigação teológica. Isso deve marcar a cadência da ciência. O teólogo e uma pessoa que se esforça para falar sobre Deus. Contém 624 páginas.

8.             PIPER, John. Pensar, amar, fazer. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2013. Aqui está um desafio para a reflexão e sério envolvimento com um profundo conhecimento de Deus. Também um desafio para a pulsante paixão por Jesus Cristo e por seu evangelho, bem como para uma vida de coerente prática de atos de amor em beneficio dos outros.  O nosso Salvador nos mostra que um cristianismo integral envolve mente, coração e mãos. Ele nos mostra também que a vida cristã é multidimensional, incluindo de modo inseparável pensar, amar e fazer. Com excelentes colaborações de Francis Chan, Rick Warren, Alert Mohler, Rc Sproul e Thabiti Anyabwile – além dos textos de Piper e Mathis – Pensar. Amar. Fazer faz um irrecusável convite para a experiência de uma vida crista plena. Contém 144 páginas.

9.             NOUWEN, Henri. A volta do filho pródigo. São Paulo: Paulinas, 1999. O livro é uma busca por respostas, num mergulho pela alma do autor, utilizando de uma profunda análise da pintura de mesmo nome, do grande artista Rembrant van Rijin (1606-1669), traçando um paralelo entre a pintura e a parábola narrada por Jesus. Antes de mais nada, é importante explicar que apesar do livro ter uma temática religiosa, ele vai muito além disso. Mais do que um simples livro religioso, é um livro humano, que nos mostra o quanto somos frágeis e imaturos diante da vida. O quanto agimos com impulsividade e com impaciência. O autor conversa conosco como se fosse alguém íntimo, revelando seus pensamentos mais profundos, seus medos e angústias. Contém 164 páginas.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Estudo 26: A mulher sunamita: generosa e hospitaleira - (II Reis 4.8-37)

Há um cântico que nos ensina muito é o Salmo 37.4-5, a letra diz:
“Agrada-te do Senhor e ele fará aquilo que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele. Pois, ele é a tua salvação, ele é o teu castelo e o teu refúgio na tribulação. Confia no Senhor e ele agirá, confia no Senhor e ele agirá“ [1].  É exatamente sobre essa providência de Deus na vida do seu povo que quero falar, usando esse exemplo da mulher sunamita. Esta que foi agraciada por Deus pela instrumentalidade do profeta Eliseu. Sabemos que o significado do nome de Eliseu é: Jeová é salvação. A meu ver combina com sua missão como profeta desse período. Ele foi um dos maiores profetas desse período juntamente com o seu antecessor, o profeta Elias. Ambos foram profetas no Reino do Norte de Israel. Eliseu era filho de Safate, habitava em Abel- Meolá do Vale do Jordão e pertencia a uma família próspera. Quando Elias estava no monte Horebe desanimado e triste, Deus fa…

Emoção X Razão: Mulheres agem de forma emocional, homens se comportam racionalmente

Recentemente li o livro Homens são de Marte, mulheres são de Vênus de John Gray. Ele diz que quando se aborrecem, os homens querem silêncio e solidão. Já entre as mulheres, as preocupações resultam na matraca desenfreada, pois, falando acalmam-se. O ego masculino é movido à base de conquistas, o feminino é pura emoção. Ele deve escutá-la, e ela deve compreender seu silêncio. Conclusão: marido e mulher não falam a mesma língua, não são do mesmo planeta. Na maioria dos processos normais, a mulher age de forma emocional, enquanto o homem se comporta de forma racional. Na nossa cultura costumamos dizer que os homens são insensíveis, durões e bem insensíveis. E com respeito às mulheres que elas são pura emoção e coração. John Gray diz que “quando os homens e mulheres são capazes de respeitar e aceitar suas diferenças, então o amor tem uma grande chance de desaborchar” (GRAY, John. Homens são de Marte, mulheres são de Vênus. São Paulo: Editora Rocco, 1997, p. 24). O grande problema é que convi…

Histórias da vida

A mentalidade dogmática deseja prender a verdade na malha das suas palavras, entendo que ela se equivoca. Acredito que nós aprendemos, falamos e escrevemos interpretando cada ponto da nossa história de vida. Na interpretação passam verdades, mas nunca absolutas, nossa história tem várias facetas.  Temos um quadro da nossa história e ela vai acontecendo com várias interpretações e olhares dentro de nós mesmos. Gosto demais de relembrar a história da minha vida. Lembro-me sempre dos momentos bons e ruins dela. Eu tive momentos de profunda tristeza, mas neles, vi o mover de Deus me ensinando a passar pelos vales dela, com a percepção da graça divina em mim sempre. Vi amigos chegados morrendo, vi amigos conquistando e perdendo. Vi histórias de vidas sendo tocadas por Jesus Cristo de Nazaré. Como é bom poder enxergar o passado com graça e com a noção no íntimo de que Deus esteve presente em cada detalhe.  As histórias serão sempre histórias contadas por nós dentro da alma e do coração. Cada …