Pular para o conteúdo principal

Um momento no coração

O nosso coração é a parte principal da espiritualidade bíblica. Quando não amamos ao Eterno Deus com todo o nosso coração, negligenciamos a necessidade mais básica da alma de um discípulo. Então, não importa o que somos nas qualidades técnicas e profissionais, no estilo legal de tratar as pessoas e no jeito de vivermos em geral. No sucesso aparente que demonstramos para as pessoas que nos cercam, tudo isso não passará de um fracasso aos olhos daquele que sonda o mais profundo de nós, o nosso coração. Por isso, devemos atentar de maneira séria para aquilo que o velho profeta Moisés disse para o povo do Senhor: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração. 
Esse elemento ouvir é complicado demais, porque temos muitas vozes internas que tentam nos desviar de prestar atenção na voz de Deus em nós. Como precisamos de sensibilidade para ouvir que Deus é a nossa única fonte da vida e do coração. Sem ouvir a voz divina não conseguimos ama-lo de todo o coração, alma e com toda a nossa força. Precisamos deixar de lado as muitas coisas e afazeres para cultivar esse momento no coração de ouvir Deus. Ouvir o que Ele deseja para a nossa vida e o que há na sua Palavra. Isso exige de nós uma prioridade no coração. 
Aprendamos a ouvir Deus no meio das agitações da nossa vida. Como diz Henri Nouwen: "Sem solidão é virtualmente impossível viver uma vida espiritual. Solidão começa com um tempo e lugar para Deus e somente para ele. Se realmente cremos que Deus não somente existe, mas também está ativamente presente em nossa vida - curando, ensinando, e dirigindo - precisamos reservar um tempo e um espaço para lhe dar nossa atenção ininterrupta." (Alcindo Almeida).

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Estudo 26: A mulher sunamita: generosa e hospitaleira - (II Reis 4.8-37)

Há um cântico que nos ensina muito é o Salmo 37.4-5, a letra diz:
“Agrada-te do Senhor e ele fará aquilo que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele. Pois, ele é a tua salvação, ele é o teu castelo e o teu refúgio na tribulação. Confia no Senhor e ele agirá, confia no Senhor e ele agirá“ [1].  É exatamente sobre essa providência de Deus na vida do seu povo que quero falar, usando esse exemplo da mulher sunamita. Esta que foi agraciada por Deus pela instrumentalidade do profeta Eliseu. Sabemos que o significado do nome de Eliseu é: Jeová é salvação. A meu ver combina com sua missão como profeta desse período. Ele foi um dos maiores profetas desse período juntamente com o seu antecessor, o profeta Elias. Ambos foram profetas no Reino do Norte de Israel. Eliseu era filho de Safate, habitava em Abel- Meolá do Vale do Jordão e pertencia a uma família próspera. Quando Elias estava no monte Horebe desanimado e triste, Deus fa…

Emoção X Razão: Mulheres agem de forma emocional, homens se comportam racionalmente

Recentemente li o livro Homens são de Marte, mulheres são de Vênus de John Gray. Ele diz que quando se aborrecem, os homens querem silêncio e solidão. Já entre as mulheres, as preocupações resultam na matraca desenfreada, pois, falando acalmam-se. O ego masculino é movido à base de conquistas, o feminino é pura emoção. Ele deve escutá-la, e ela deve compreender seu silêncio. Conclusão: marido e mulher não falam a mesma língua, não são do mesmo planeta. Na maioria dos processos normais, a mulher age de forma emocional, enquanto o homem se comporta de forma racional. Na nossa cultura costumamos dizer que os homens são insensíveis, durões e bem insensíveis. E com respeito às mulheres que elas são pura emoção e coração. John Gray diz que “quando os homens e mulheres são capazes de respeitar e aceitar suas diferenças, então o amor tem uma grande chance de desaborchar” (GRAY, John. Homens são de Marte, mulheres são de Vênus. São Paulo: Editora Rocco, 1997, p. 24). O grande problema é que convi…

Histórias da vida

A mentalidade dogmática deseja prender a verdade na malha das suas palavras, entendo que ela se equivoca. Acredito que nós aprendemos, falamos e escrevemos interpretando cada ponto da nossa história de vida. Na interpretação passam verdades, mas nunca absolutas, nossa história tem várias facetas.  Temos um quadro da nossa história e ela vai acontecendo com várias interpretações e olhares dentro de nós mesmos. Gosto demais de relembrar a história da minha vida. Lembro-me sempre dos momentos bons e ruins dela. Eu tive momentos de profunda tristeza, mas neles, vi o mover de Deus me ensinando a passar pelos vales dela, com a percepção da graça divina em mim sempre. Vi amigos chegados morrendo, vi amigos conquistando e perdendo. Vi histórias de vidas sendo tocadas por Jesus Cristo de Nazaré. Como é bom poder enxergar o passado com graça e com a noção no íntimo de que Deus esteve presente em cada detalhe.  As histórias serão sempre histórias contadas por nós dentro da alma e do coração. Cada …