quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O desejo humano




A solução de Hegel para o desejo é o amor. Ao invés de buscar a realização no objeto, o sujeito deve reconhecer que só pode florescer através de outro ser semelhante. Quando duas pessoas se engajam no ato de reconhecimento mútuo, que o desejo transcende em algo mais edificante. 
A resposta de Schopenhauer ao desejo humano é acabar com ele. Ele traz a proposta de matar o desejo. Enquanto, que para Friedrich Schlegel, o desejo encontra repouso na beleza, que por sua vez tem seu ápice na obra de arte. A arte é um refinamento do desejo. Seu papel é converter a paixão no impossível. 
Vemos várias posições sobre o desejo. Sabemos que ele é parte da raça humana, todos nós temos desejos e anseios dentro de nós. A Bíblia diz que o pecado deseja controlar a nossa carne, mas que devemos controlá-lo em nosso interior. Temos vários desejos dentro de nós, temos o desejo pelo que é bom e honesto, mas também temos o desejo pelo que é mal, desonesto e que só traz satisfação para os prazeres ilícitos do nosso ser.
Desejos são bons, claro que precisamos inserir o termômetro divino para que os controlemos. Quando os desejos não são influenciados pelo amor divino, aí sim, devemos mata-lo dentro de nós. Realmente é uma luta interna como vemos na vida de Caim. Ele tinha desejos e foi influenciado pelos maus desejos, e por isso, matou o seu próprio irmão. 
Todos os dias lutamos com o item desejo, temos desejos bons e isso gera amor, mas temos desejos maus. Às vezes, queremos que os que nos feriram morram, sofram e passem o mesmo sofrimento que eles nos fizeram passar. O desejo é uma inclinação da natureza humana. Precisamos da graça de Deus para que os desejos sejam lapidados por Ele, para que os usemos em prol do amor, da graça e da bondade. Toda vez que os usamos para a maldade, ofendemos, destruímos e magoamos. Que Deus nos ajude a trabalhar esse sentimento dentro do coração. (Alcindo Almeida)

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