Pular para o conteúdo principal

O desejo humano




A solução de Hegel para o desejo é o amor. Ao invés de buscar a realização no objeto, o sujeito deve reconhecer que só pode florescer através de outro ser semelhante. Quando duas pessoas se engajam no ato de reconhecimento mútuo, que o desejo transcende em algo mais edificante. 
A resposta de Schopenhauer ao desejo humano é acabar com ele. Ele traz a proposta de matar o desejo. Enquanto, que para Friedrich Schlegel, o desejo encontra repouso na beleza, que por sua vez tem seu ápice na obra de arte. A arte é um refinamento do desejo. Seu papel é converter a paixão no impossível. 
Vemos várias posições sobre o desejo. Sabemos que ele é parte da raça humana, todos nós temos desejos e anseios dentro de nós. A Bíblia diz que o pecado deseja controlar a nossa carne, mas que devemos controlá-lo em nosso interior. Temos vários desejos dentro de nós, temos o desejo pelo que é bom e honesto, mas também temos o desejo pelo que é mal, desonesto e que só traz satisfação para os prazeres ilícitos do nosso ser.
Desejos são bons, claro que precisamos inserir o termômetro divino para que os controlemos. Quando os desejos não são influenciados pelo amor divino, aí sim, devemos mata-lo dentro de nós. Realmente é uma luta interna como vemos na vida de Caim. Ele tinha desejos e foi influenciado pelos maus desejos, e por isso, matou o seu próprio irmão. 
Todos os dias lutamos com o item desejo, temos desejos bons e isso gera amor, mas temos desejos maus. Às vezes, queremos que os que nos feriram morram, sofram e passem o mesmo sofrimento que eles nos fizeram passar. O desejo é uma inclinação da natureza humana. Precisamos da graça de Deus para que os desejos sejam lapidados por Ele, para que os usemos em prol do amor, da graça e da bondade. Toda vez que os usamos para a maldade, ofendemos, destruímos e magoamos. Que Deus nos ajude a trabalhar esse sentimento dentro do coração. (Alcindo Almeida)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Estudo 26: A mulher sunamita: generosa e hospitaleira - (II Reis 4.8-37)

Há um cântico que nos ensina muito é o Salmo 37.4-5, a letra diz:
“Agrada-te do Senhor e ele fará aquilo que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele. Pois, ele é a tua salvação, ele é o teu castelo e o teu refúgio na tribulação. Confia no Senhor e ele agirá, confia no Senhor e ele agirá“ [1].  É exatamente sobre essa providência de Deus na vida do seu povo que quero falar, usando esse exemplo da mulher sunamita. Esta que foi agraciada por Deus pela instrumentalidade do profeta Eliseu. Sabemos que o significado do nome de Eliseu é: Jeová é salvação. A meu ver combina com sua missão como profeta desse período. Ele foi um dos maiores profetas desse período juntamente com o seu antecessor, o profeta Elias. Ambos foram profetas no Reino do Norte de Israel. Eliseu era filho de Safate, habitava em Abel- Meolá do Vale do Jordão e pertencia a uma família próspera. Quando Elias estava no monte Horebe desanimado e triste, Deus fa…

Emoção X Razão: Mulheres agem de forma emocional, homens se comportam racionalmente

Recentemente li o livro Homens são de Marte, mulheres são de Vênus de John Gray. Ele diz que quando se aborrecem, os homens querem silêncio e solidão. Já entre as mulheres, as preocupações resultam na matraca desenfreada, pois, falando acalmam-se. O ego masculino é movido à base de conquistas, o feminino é pura emoção. Ele deve escutá-la, e ela deve compreender seu silêncio. Conclusão: marido e mulher não falam a mesma língua, não são do mesmo planeta. Na maioria dos processos normais, a mulher age de forma emocional, enquanto o homem se comporta de forma racional. Na nossa cultura costumamos dizer que os homens são insensíveis, durões e bem insensíveis. E com respeito às mulheres que elas são pura emoção e coração. John Gray diz que “quando os homens e mulheres são capazes de respeitar e aceitar suas diferenças, então o amor tem uma grande chance de desaborchar” (GRAY, John. Homens são de Marte, mulheres são de Vênus. São Paulo: Editora Rocco, 1997, p. 24). O grande problema é que convi…

Histórias da vida

A mentalidade dogmática deseja prender a verdade na malha das suas palavras, entendo que ela se equivoca. Acredito que nós aprendemos, falamos e escrevemos interpretando cada ponto da nossa história de vida. Na interpretação passam verdades, mas nunca absolutas, nossa história tem várias facetas.  Temos um quadro da nossa história e ela vai acontecendo com várias interpretações e olhares dentro de nós mesmos. Gosto demais de relembrar a história da minha vida. Lembro-me sempre dos momentos bons e ruins dela. Eu tive momentos de profunda tristeza, mas neles, vi o mover de Deus me ensinando a passar pelos vales dela, com a percepção da graça divina em mim sempre. Vi amigos chegados morrendo, vi amigos conquistando e perdendo. Vi histórias de vidas sendo tocadas por Jesus Cristo de Nazaré. Como é bom poder enxergar o passado com graça e com a noção no íntimo de que Deus esteve presente em cada detalhe.  As histórias serão sempre histórias contadas por nós dentro da alma e do coração. Cada …