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O dom da arte

Lendo aqui o livro de Steve Turner, Cristianismo criativo? - Uma visão para o cristianismo e as artes. Tem uma parte que me chamou demais a atenção: A influência da igreja no mundo atual é limitada por sua falta de fluência na linguagem das artes. Quando o assunto é arte, o interesse de muitos líderes da igreja parece resumir-se a duas áreas: 

(1) Crítica contra qualquer expressão artística secular que ofenda ou ameace a fé. 
(2) Apossamento utilitário das formas de arte para embalar conteúdo explicitamente cristão no contexto eclesiástico. 

Nós, os ditos evangélicos, aceitamos a redenção como o ponto de partida para tudo. A pergunta sempre ecoa na nossa mente quanto a arte: O artista que teve uma experiência com Cristo cantava, compondo ou pintando sobre essa nova perspectiva de vida? Interessante que para Francis Schaeffer, a criação é sempre o ponto de partida para falar de arte. Para ele, todos foram criados à imagem de Deus e os que foram abençoados com dons artísticos não podiam fazer outra coisa senão exibir esta imagem original de alguma forma. 
Bom, então faz sentido falar de graça comum na arte. Deus dá o dom da arte para toda sua criação. Então ao ouvir Martinho da Vila, Djavan, Maria Rita, Toni Garrido, Beto Guedes, Flavio Venturini, Paula Fernandes, Ana Carolina, Zizi Possi, Guilherme Arantes percebemos o belo e vemos a arte de maneira profunda. Quando ouvimos uma sinfonia de Ludwig van Beethoven isso é arte divina! 
Quando nosso filho for para o teatro, oremos para ele brilhar e glorificar Deus desenvolvendo a arte de interpretar. Não digamos que ele se misturará com o mundo e que o teatro é do mal. Quando um membro da família tiver a arte de cantar, não digamos que é mundano e que ameaça a fé. Agradeçamos a Deus pela arte de cantar e construir poesia. Gente, a arte é algo divino que Deus para desfrutarmos e percebermos o quão criativo e profundo ele é dá o privilegio de desfrutarmos dela. (Alcindo Almeida)

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