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Acolhendo pessoas


No livro, O sofrimento que cura, Henri Nouwen diz que "assim como Jesus, quem proclama a libertação é convidado não só a cuidar dos próprios ferimentos e dos ferimentos do outro, mas também a fazer de seus ferimentos uma fonte maior do poder que cura.” Para Nouwen, um ministro ferido pode e deve ser também um ministro que cura outras pessoas. Mas, para sermos “servos da cura”, antes é preciso identificar, entender e aceitar nossa própria dor.
Isso me chama minha atenção demais, porque a grande eficácia nos aconselhamentos, foi quando atendi pessoas que passaram momentos iguais aos meus. Vendo as pessoas passando pelo mesmo momento de dor que eu passei, pude me identificar com elas e dar uma palavra adequada, acolhedora e curadora. Como diz o texto sagrado: Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para a glória de Deus. Devemos acolher a dor do outro, devemos ouvir o outro na sua angustia e sofrer com ele o momento da dor. 
Deus nos acolhe na sua presença, devemos fazer o mesmo com aqueles que nos cercam. Mesmo sendo feridos pelas marcas da vida, podemos ajudar outros que foram feridos também. Podemos ser instrumentos da graça para acolher pessoas. (Alcindo Almeida)

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