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O falso eu



Para o escritor e monge Thomas Merton, o “falso eu”, que à primeira vista poderia parecer fundamentalmente um conceito psicológico, mas é um conceito teológico antropológico, ou antes, uma ameaça perene que se tornou uma realidade trágica, tanto no nível do indivíduo quanto da cultura. O falso eu, no nível mais profundo é o ser humano desconectado de sua relação com Deus. A relação do ser humano com Deus é a sua identidade. O homem só é si mesmo dentro do contexto de sua relação dinâmica com Deus. 
Interessante que esse é um assunto que não gostamos de tratar muito, porque falar do ego é expor o que temos dentro de nós. Gostamos do ego, amamos esse falso eu que quer aflorar por causa das inseguranças geradas pela queda no Éden. Sofremos com o ego e sempre queremos nos afirmar. Queremos mostrar para os outros que somos alguma coisa. Precisamos mostrar que pertencemos a alguém. Queremos mostrar que temos um significado nessa existência. 
Saibamos dessa verdade profunda, quando temos um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo, passamos a viver a identidade divina em nós. Não precisamos mais da dependência falso eu, porque a nossa identidade em Cristo nos preenche, nos traz graça para viver em função dele e não de nós mesmos. 
A nossa identidade em Cristo nos faz viver em função da cruz e não do falso eu, que é inseguro e não consegue se preencher sozinho em si mesmo. Vençamos o nosso falso eu através da identidade marcada na pessoa de Jesus Cristo de Nazaré. (Alcindo Almeida)

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