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Leituras em abril de 2019


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1. POPE, Randy. Discipulado na igreja local. Minas Gerais: Ultimato, 2017. Pequenos grupos, células e outros tantos programas têm sido usados pelas igrejas para treinar e ensinar os seus membros a se tornarem seguidores de Jesus. E o que tem acontecido? Mais quantos encontros ou eventos serão necessários? Como gerar cristãos maduros e capacitados? Para Randy Pope, pastor da Igreja Perimeter, em Atlanta, nos Estados Unidos, e um dos mais influentes líderes na área de formação espiritual e discipulado, é preciso trazer o discipulado de volta para a igreja local. Rico em exemplos e ideias práticas, O Discipulado na Igreja Local é um livro essencial para a igreja dos nossos dias. Contém 208 páginas.

2. KOPESKA, Marcos. O pastor na modernidade líquida - Como sobreviver a esta era e ter um ministério duradouro. Curitiba: Editora Schutz, 2018. O livro mostra como evitar que os elementos da sociedade atual acabem com o seu ministério. A obra revela como escapar das sutis tentações da sobrecarga, da automação, do isolamento e da vaidade. O autor, com base em antigos conselhos encontrados na Bíblia, traz orientações de como o ministério pode ser preservado e se tornar leve e frutífero. Há cerca de trinta anos, o pastor exercia seu ministério com a simplicidade e segurança peculiares de um pai espiritual para a comunidade de fé. Em contrapartida, a igreja lhe correspondia, crescendo com a capacitação oferecida, aceitando a disciplina e respondendo ao doutrinamento bíblico. Hoje, na era que Zygmunt Bauman denomina Modernidade Líquida, o pastor é semanalmente cobrado a ser: empreendedor visionário, orador da melhor estirpe, exímio conselheiro, visitador incansável, educador de excelente qualidade, administrador de conflitos, ilibado exemplo de pai e esposo, psicólogo, terapeuta, etc, etc, etc. Como sobreviver a essa avalanche de responsabilidades? Como se prevenir das tentações da Modernidade Líquida e dar segurança e longevidade ao ministério? Como evitar se tornar parte do crescente número de pastores em depressão e doenças da alma? Contém 100 páginas.

3. MCGRATH, Alister. O ajuste fino do Universo. Em busca de Deus na ciência e na teologia. Minas Gerais: Ultimato, 2017. A cada dia fica mais evidente que a ciência levanta questões que transcendem sua capacidade de resposta. Valor, significado e propósito estão fora do seu escopo. Assim, é tempo tanto para as ciências naturais, como para a teologia cristã reconhecerem suas limitações e abrirem caminho para novas possibilidades de cooperação e diálogo. A teologia natural poderia funcionar como uma ponte entre o mundo da ciência e o da religião? Ou como um ponto de encontro para a teologia, a literatura, as artes e, acima de tudo, as ciências naturais? McGrath examina o aparente "ajuste fino" do universo e seu significado para a teologia natural. Explorando fenômenos físicos e biológicos e aproveitando as pesquisas mais recentes em bioquímica e biologia evolutiva, O Ajuste Fino do Universo descreve uma nova compreensão do mundo natural e discute suas implicações para o debate sobre a existência de Deus. Contém 320 páginas.

4. VANHOOZER, Kevin. Encenando o drama da doutrina. Teologia a serviço da igreja. São Paulo: Vida Nova, 2016. Nesta obra, o aclamado estudioso Vanhoozer apresenta um modo de pensar teologia cristã que parte de sua obra desbravadora, O drama da doutrina, e nos conduz ao próximo passo. Vanhoozer defende que a teologia não é um simples conjunto de crenças cognitivas, mas também envolve discurso e ação na mesma medida. O autor usa o teatro como modelo para explicar de que maneiras a doutrina modela a compreensão cristã e gera discípulos. A igreja, propõe Vanhoozer, é o teatro preeminente em que o evangelho é “encenado”, tendo a doutrina a dirigir essa encenação. As doutrinas não são apenas verdades para ser armazenadas, arquivadas e empilhadas, mas indicações e direções a ser seguidas, praticadas e encenadas. Ao “encenar” a doutrina, os cristãos são moldados e transformados desse modo em discípulos ativos de Jesus Cristo. Vanhoozer passa então a examinar o estado da igreja no mundo de hoje e analisa como os discípulos podem fazer ou encenar a doutrina. Contém 352 páginas.

5. VALADARES, Agnaldo. Roteiro prático para pequenos grupos - Cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPIMW, 2018. O Roteiro Prático para Pequenos Grupo é uma ferramenta preparada especialmente para as reuniões nos lares, que trazem comunhão e edificação para o corpo de Cristo. Contém 132 páginas.

6. KOPESKA, Jasiel Botelho e Marcos. A vida financeira do pastor. Mordomia cristã na prática. Curitiba: Editora Schut, 2018. O livro nos ajuda a refletir sobre a intensa relação entre dinheiro e ministério. Ajuda-nos a ver o dinheiro como instrumento de ministério e não como um mal necessário ou apenas como tentação. Como conciliar a mordomia cristã com a ética? Como lidar com as finanças sem se corromper? Como semear para o futuro sem se tornar ambicioso ou avarento? Como discernir entre fé e prudência? Como manter a vida financeira de forma exemplar? Esse livro ajuda-nos a ver o dinheiro como instrumento de ministério e não como um mal necessário ou apenas como tentação. Contém 128 páginas.

7. BIGARDI, Marcelo. O poder e o impacto de uma visão. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2018. Este livro de liderança, escrito por Marcelo Bigardi, tem a intenção de abordar o desenvolvimento de líderes e tratar desse assunto tão importante de uma forma direta, simples e muito prática. Afinal, se a liderança pode ser desenvolvida, é certo que todos nós ainda podemos crescer muito nessa área. O crescimento individual, no que diz respeito à liderança, deve ser uma escolha diária, pessoal e importantíssima. É preciso um compromisso de manter-se sempre motivado e disposto a aprender e compartilhar de seu aprendizado com sua equipe e liderados. Contém 224 páginas.

8. EMMERICH, Georg O fator mangabeira. Modelo: Uma visão simples e bíblica do discipulado de Cristo. São Paulo: Editora Angular, 2018. No livro, a representação do processo do discipulado por uma árvore tão comum e conhecida, especialmente no nordeste de nosso país, permite a releitura do discipulado de Cristo como a árvore frondosa, que acolhe à sua sombra, que alimenta a vida e só se perpetua na vivência comunitária, na proximidade das pessoas umas com as outras, em que a imitação da vida de Cristo nos faz caminhar na perspectiva de viver e fazer o que ele fez e ensinou a todas as pessoas a quem ele discipulado. Contém 78 páginas.

9. SILVA, José Marcos. Desculpe o transtorno, estamos mudando. Um guia prático para promover mudanças na igreja. Curitiba: Editora Esperança, 2018. Neste livro, a autor propõe um caminho a respeito de como conduzir os processos de mudanças para que os novos paradigmas não fiquem apenas na esfera dos sonhos do líder, mas se transformem em prática e permeiem a vida da igreja/instituição. O autor faz isso, não na condição de um teórico sobre o assunto, pois nesse caso, poderia ter escrito este livro há pelo menos dez anos, mas na qualidade de quem viveu e vive os processos de mudança, tanto na igreja quanto na vida pessoal. Faz isso quase vinte anos depois de ter sonhado com o livro, simplesmente para que acreditemos que somos capazes de liderar processos de mudança e que eles são possíveis. Mudar é uma arte complexa, empolgante, desafiadora, estimulante e possível. Contém 155 páginas.

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