Desfiguração da imagem

Lendo aqui um livro bem joia de Paul Tripp Em busca de algo maior, afirma: “O DNA do pecado é o egoísmo. Ele reduz a nossa motivação, entusiasmo, desejo, cuidado e atenção aos contornos da nossa própria vida. No reino encolhido do nosso eu, não há espaço funcional para Deus ou para os outros.” 
Paul Tripp diz que o pecado atrofia nosso cuidado e diminui a nossa preocupação. Em outras palavras, o pecado deixa de cuidar de pouca coisa além de nós mesmos. Ele trabalha o grande problema da raça humana, todos nós queremos ser aceitos, servidos e validados pelas pessoas e pelas circunstancias ao nosso redor. Quando essa realidade não acontece ficamos irritados e agimos com uma raiva incontrolável.
Paul Tripp tem toda razão na sua argumentação e reflete o pensamento das Escrituras mesmo. Depois que rompemos com a Trindade lá no Éden tivemos uma desfiguração da nossa imagem, ficamos escravos do nosso orgulho, soberba e partir da queda de nossos pais, nos tornamos por natureza essencialmente seres egoístas. Não foi sem sentido que o grande teólogo Paulo afirmou: Miserável homem que eu sou, quem me livrará do corpo desta morte?
Ainda bem que Deus tem o efeito da sua graça especial para nos resgatar e nos trazer vida diferente para que não sejamos escravos de nós mesmos. Ainda bem que a vida que Deus objetiva moldar em nós vai na contramão do nosso próprio interesse e vai além do ego que gostaria de brilhar eternamente. Ele nos traz seu Filho amado para nos resgatar da pena e nos coloca num estado de renovação da nossa imagem. Essa imagem manchada pelo pecado tem uma transformação com a redenção que vem através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. 
Resta-nos ter eterna gratidão porque Deus nos livra da morte, nos livra de nós mesmos e coloca graça redentora em nosso coração para ama-lo e servi-lo para sempre. Bendito seja o Eterno Deus da nossa vida! (Alcindo Almeida)

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