Somos frágeis demais

O texto do Salmo 39:4 afirma: Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. Soren Kierkegaard (1813 - 1855) o grande filósofo e teólogo dinamarquês tem um livro Das profundezas – preces. Nele há uma oração intitulada “A fraqueza Verdadeira”. Ele diz: “Pai celeste! No mundo cá de fora, um é forte, outro é fraco. O forte – quem sabe – envaidece-se com a sua força; o débil suspira e, ai de mim, torna-se invejoso. Mas aqui, bem no interior da tua Igreja, todos somos fracos: aqui, perante Tua presença – Tu és o poderoso, só Tu és o forte”. Ele é infinito e nós como seres criados finitos. 
Gosto demais do jeito de Davi olhar para si mesmo. Ele entende o quanto é limitado no ser, o quanto é incapaz de seguir a vida sozinho. Ele reconhece que é fraco, que é pó diante do Eterno Deus. É a ideia de Paulo em 2 Cor 4.7 quando nos diz que Deus tem seu tesouro em vasos de barro. Esses vasos frágeis somos nós! Paulo sinaliza que há uma significativa diferença entre nós e Deus. 
Somos barros que necessitam da graça e amor do grande e precioso tesouro que é Cristo. Não nos esqueçamos dessa realidade para tudo que fizermos nessa vida, somos frágeis demais, somos seres humanos que necessitam da ação e graça do Deus grandioso. Não damos um passo, não conseguimos absolutamente nada sem a direção, sem o cuidado e aprovação do Deus soberano! Somos frágeis, somos humanos carentes da graça divina sempre! (Alcindo Almeida).

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