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Leituras em agosto de 2017



1.  KELLER, Timoty. Ministérios de misericórdia. O chamado para a estrada de Jericó. São Paulo: Vida Nova, 2016. Por que alguém arriscaria a própria segurança, cancelaria a agenda, gastaria suas economias e ficaria todo sujo de terra e sangue para ajudar uma pessoa de outra raça e classe social? E por que Jesus nos diz: “Vai e faze o mesmo” (Lucas 10.37)? O Bom Samaritano não ignorou o homem espancado na estrada de Jericó. Assim como ele, tomamos ciência de pessoas necessitadas à nossa volta: a viúva que mora ao lado, a família afundada em dívidas médicas, o sem-teto que fica do lado de fora da igreja. Deus nos chama a ajudá-los, precisem eles de abrigo, assistência, cuidados médicos ou simplesmente amizade. Tim Keller mostra que cuidar dessas pessoas é tarefa de todo cristão, tarefa tão fundamental ao cristão quanto o evangelismo, o discipulado e a adoração. Mas Keller não para por aí. Ele ensina de que maneira podemos realizar esse ministério vital como indivíduos, famílias e igrejas. Contém 272 páginas. 

2. MADUREIRA, Jonas. Inteligência humilhada. São Paulo: Vida Nova, 2016. Inteligência humilhada é fruto de uma cuidadosa reflexão sobre como se relacionam o conhecimento de Deus e os limites da razão humana. Além disso, é o resgate de uma tradição do pensamento cristão que sempre se recusou a reduzir o debate entre fé e razão nos termos do racionalismo ou do fideísmo. A finalidade do conceito de “inteligência humilhada” é despertar o interesse por uma razão que ora e uma fé que pensa. Seguindo o conselho de João de Salisbúria, Jonas Madureira subiu nos ombros de cinco gigantes da tradição cristã: Agostinho de Hipona, Anselmo da Cantuária, João Calvino, Blaise Pascal e Herman Dooyeweerd. Todos eles serviram de ponto de partida e fundamentação do conceito. Ao longo deste livro, essas cinco vozes, sobretudo a de Agostinho, são ouvidas nos mais diversos assuntos: teologia propriamente dita, revelação natural, problema do mal, gramática da antropologia bíblica, formação de um teólogo entre outros. Contém 336 páginas. 

3. MOURA, Lisânias.  Cristão homoafetivo? Um olhar amoroso à luz da Bíblia. São Paulo: Mundo Cristão, 2017. A Bíblia deixa claro que o amor de Jesus não depende de cor, nível social, escolaridade e, muito menos, orientação sexual. Cristo quer dar a todos, vida plena e abundante no mais amplo sentido da palavra, a despeito de qualquer circunstância. Assim, desejo encorajar cada um a descobrir essa vida que Jesus oferece e que só existe quando há um relacionamento pessoal e íntimo com ele. E, para ajudar você, peço-lhe que complete a caminhada descrita neste livro. Etapa a etapa, as peças serão unidas de modo a alcançar, no final dela, unidade de sentido. Contém 208 páginas. 

4. DOUGLAS, Wilson, Hitchens, Christopher Eric. O cristianismo é bom para o mundo? São Paulo: Garimpo Editorial, 2010. Em 2007, uma revista norte-americana de circulação nacional promoveu um interessante debate entre dois pensadores brilhantes. O tema: até que ponto o cristianismo contribuiu para o progresso ou para o atraso do mundo? Que legados deixou para a sociedade moderna? Ele a ajudou no desenvolvimento da sociedade ou serviu apenas como obstáculo? De um lado da discussão estava Douglas Wilson, apologista cristão, pastor da Christ Church, nos Estados Unidos, e acadêmico da Nova Faculdade Saint Andrews, além de bacharel em Estudos Clássicos e mestre em Filosofia. Do outro lado, Christopher Hitchens, jornalista britânico e analista político de prestígio, considerado um autêntico representante do movimento chamado 'neoateísmo', autor de diversos livros, além de artigos para revistas como Harper's e The New Yorker.  As principais polêmicas, desde a simples existência de Deus até a explicação para o mal no mundo, estão registradas e sintetizadas em O cristianismo é bom para o mundo? Uma autêntica e contemporânea colisão de ideias e conceitosContém 80 páginas. 

5. JÚNIOR, Fábio Coronel Gagno. C. S. Lewis e o ensino religioso. Uma possível contribuição. São Paulo: Fonte Editorial, 2016. Este trabalho se propõe a identificar uma possível contribuição da crítica/produção literária do escritor C. S. Lewis para a área acadêmica das Ciências das Religiões, particularmente para o ensino religioso. Destarte, num primeiro momento ressalta a importância de lewis como escritor e crítico literário, sobretudo pelo tratamento filosófico-pedagógico dado ao gênero fantasia. Posteriormente, desdobra a relação indicada entre fantasia e sentido religioso justificando-a por caminhos da filosofia da religião e da linguagem. O esforço concentra-se em investigar os prováveis motivos epistemológicos que levaram Lewis a representar narrativamente (e fantasiosamente) o conceito de numinoso e, assim, o cerne da experiência religiosa. Por fim, o trabalho, mediante determinadas aberturas didáticas, aproxima a visão lewisiana de propostas metodológicas concretas para o Ensino Religioso. Procuram-se meios de valorização da imaginação, da fantasia e da atividade no processo dos objetivos referentes ao componente curricular mencionado. Contém 142 páginas.

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