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Não passamos de pó e cinza



Olhamos para o homem desse Século e ele vive como se não fosse morrer. A soberba vive no seu interior e faz planos para conquistar, para o amanhã e se esquece do que Tiago diz no capítulo 4: Se Deus quiser faremos isto ou aquilo. 
O homem tem a fome de ser conhecido, de criar um nome para si mesmo. Inclui a perseguição do melhor lugar, o aperto de mãos certas, a batida nas costas certas, estar nos ambientes certos manipulando e cavando habilmente. 
O tempo todo há uma preocupação jamais pronunciada em torno de uma agenda egocêntrica, oculta: que o seu nome fique lá em cima, sob o foco dos holofotes. O grande problema é que esse homem do Século XXI se esquece que os seus dias são passageiros. Ele se esquece do que Salomão afirma em Eclesiastes 3: Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão. 
Algumas pessoas são atiradas no centro do palco independentemente de seus próprios desejos. Elas acham que podem tudo, conquistam tudo, mas não se lembram da realidade bíblica de que somos como a nuvem que vem e vai embora. Muitos se esquecem que o fôlego da vida está nas mãos do Eterno Deus. Alguns vivem como se fossem verdadeiros deuses. Eles buscam o poder, desejam controlar, governar os outros. Querem reinar, dominar tudo e todos conforme a vontade própria. Quando somos confrontados pelas Escrituras, percebemos o quão frágeis somos. Somos pó, somos limitados no ser, somos insuficientes. 
Então precisamos tirar a cada dia essa empáfia de querer brilhar mais que os outros, de querer estar no centro de tudo! Que o Eterno Deus nos dê a graça de entender essa fala profunda sobre o nosso limite humano: Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão (Alcindo Almeida).

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