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A inteligência humilhada

Hoje comecei a ler esse belo e preciso livro do amigo e parceiro de ministério, Jonas Madureira: A inteligência humilhada. Ele diz que "ela é também a consciência da humilhação da razão que nos faz reconhecer o papel fundamental da fé. A razão não precisa morrer, só precisa dobrar os joelhos. A razão que se sujeita a Deus não deve se envergonhar da sua sujeição, nem se inferiorizar pelo fato de reconhecer sua dependência da revelação. Pelo contrário, a razão, consciente da sua miséria, deveria ser grata pela dádiva da revelação, pois, como aprendemos com nossas mães, quando alguém nos dá um presente, a única reação adequada é a gratidão. É possível ser inteligente e, ao mesmo tempo, piedoso! Todavia, antes de ser piedoso é preciso ser grato. A propósito, não é a razão que faz o teólogo piedoso, mas, sim, a gratidão. A razão faz o teólogo inteligente, mas somente a gratidão torna-o piedoso e inteligente. Portanto, não passa de uma piada de mau gosto a ideia de que “Das duas, uma: ou você é piedoso ou você é inteligente; os dois, ao mesmo tempo, não dá!”. Mesmo porque, para ser inteligente, o teólogo precisa, em primeiro lugar, ser capaz de praticar a intelecção mais profunda que a mente humana pode realizar: a oração. Ora, é indubitável que a oração é a intelecção mais profunda do teólogo; porém, ao orar, o teólogo também oferece o testemunho mais patente de sua piedade". 
Verdade, precisamos dessa somatória para vida, fé, razão, piedade, oração, gratidão e um coração sensível para ver o mover do Espírito Santo na nossa história. Toda vez que tivermos sensibilidade para enxergar a gratidão, a piedade e a fé singela, seremos instrumentos da graça que glorificam a Trindade! 
Que o Eterno Deus transforme o nosso coração a cada dia, nos enchendo de fé com raciocínio santo, puro e verdadeiro. E que a oração e gratidão diária encham o nosso coração na presença do Eterno! (Alcindo Almeida).

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