Submissão ao Altíssimo

A humildade não se deprecia, para chamar a atenção, nem valoriza a sua cota para ganhar pontos aos olhos dos espectadores. Ser um cristão orgulhoso é contradição tão grande como ser um ímpio humilde. Se vendemos a nossa imagem por um preço além ou aquém do que somos, devemos suspeitar de nossa experiência de salvação.
C. P. Cockerton diz: o orgulho, no sentido religioso, é a atitude de autonomia, de autodeterminação, de independência de Deus. A humildade não é rebaixamento, mas é teonomia completa, isto é, dependência plena do governo Divino. A essência do pecado é a arrogância, a essência da salvação é a submissão ao Altíssimo em dependência.
Aquele que for submisso ao Senhor será também submisso aos que o Senhor colocar em posição de liderança. Não há lugar para a insubmissão na vida dos servos do Cordeiro. O que caracteriza um discípulo de Jesus é a disposição íntima de ser obediente à sua lei, e a lei de Cristo se resume em fazer tudo por amor ao Pai. O espírito da cruz mostra que é melhor ser um verme humilde do que um anjo soberbo. No reino da graça é melhor se acocorar e lavar os pés dos arrogantes do que se agarrar aos direitos de manipular as circunstâncias com a omissão do serviço. A Bíblia diz que Deus resiste ao soberbo, porém assiste ao humilde. Talvez, o que esteja por trás, seja: Deus precisa quebrantar o soberbo, levando-o ao fracasso, até que o fracassado se perceba incapaz e renuncie qualquer possibilidade de se auto dirigir. Só o submisso ou dependente pode ser instrumento da graça neste mundo de topetudo, tropeçando em tronos e estrebuchando em sua entranhas, em razão de sua obesidade de inveja, ciúme e ambições do poder, como o Rei Momo em trajes de faquir. Mendigo, altivo, é aberração. Mas se for um, alcançado pela graça, ouça o que  William Law diz: Se o homem precisa gloriar-se de qualquer coisa como sua, deve fazê-lo em relação à sua miséria e ao seu pecado, pois nada mais do que isto é propriedade dele (Glenio Paranaguá).

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