Meditando no Salmo 84

Vejam que os filhos de Coré compararam a graça de estar na casa de Deus, ou na presença de Deus com a busca dos pássaros por um lugar de refúgio para eles. Da mesma forma, eles queriam isto também, estar no lugar certo, ou seja, diante de Deus. Não tem acontecido isto conosco e com toda a certeza há algum problema. E a realidade é que precisamos pedir ao Senhor para que nos dê este anelo pelos seus átrios. Pois, quem tem isto é feliz e louva sempre ao Senhor. 
Temos uma grande necessidade hoje que é a de encontrarmos os altares do Pai. E isto vem através de um tempo precioso de contemplação da presença bondosa do Pai em nosso coração. E para isto acontecer necessitamos de um tempo de silêncio para a nossa alma anelar por Deus. E isto me faz lembrar um pensamento de Thomas Merton: “A contemplação é esse eco. É uma profunda ressonância no mais íntimo centro de nosso espírito, onde nossa própria vida perde sua voz específica e ecoa a majestade e a misericórdia daquele que é oculto, mas, vivo. É um despertar, uma iluminação e a apreensão intuitiva, espantosa, com que o amor se certifica da intervenção criadora e dinâmica de Deus em nossa vida cotidiana”. 
Para entender corretamente o que chamamos de tempo de contemplação na presença de Deus Pai temos de considerá-lo como o encontro com nossa liberdade, emergindo dos abismos de nosso nada e de nosso chamado de Deus. A contemplação na presença de Deus Pai vem através da oração que é a liberdade e a afirmação brotando do nada, transformando-se no amor divino que é derramado pela graça a nós. Esta contemplação vem através da oração que é o florescer de nossa mais íntima liberdade em resposta à palavra de Deus. Oração não é só diálogo com Deus, é a comunhão de nossa liberdade com a graça da presença de Deus no seu santuário (Livro Poesia e oração).

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