O que não significa ser santo? Por Jean Francesco

1. “SER SANTO É SE ISOLAR DE PESSOAS”. Alguns acertadamente acham que ser santo é ser “separado”, mas na prática, isso significa isolar-se das pessoas, ter apenas amigos da igreja, escapar do mundo, ir apenas à igreja, trabalhar na igreja, ser um pastor, um missionário, obreiro ou coisas parecidas. No entanto, Jesus não quer que saiamos do mundo, pelo contrário, ele pediu para o Pai que nos enviasse para o mundo (João 17.15-18). 

O mundo aqui é um sistema, não as pessoas. Santo não é aquele que se isola das pessoas, mas aquele que se aproxima delas. Jesus vivia cercado de multidões e pecadores de todos os níveis. A diferença é que muitos crentes se isolam de pessoas para não serem influenciadas por elas, enquanto Jesus se aproximava das pessoas para influenciá-las e mudar suas vidas. Jesus era santo. Nós devemos ser santos. Logo, precisamos chegar perto das pessoas, e em vez de sermos levados e influenciados, leva-las e influenciá-las para o estilo de vida de Jesus. Nós somos separados de um sistema velho e destruidor de vida para levar quem ainda está nele para um sistema novo e regenerador de vida em Jesus.

2. “SER SANTO É FALAR EVANGELIQUÊS”. Outros relacionam santidade com a incorporação de uma nova linguagem de “glórias”, “aleluias”, “améns”, “vasos”, “varões”, “mistérios” e até com “pseudo-línguas-estranhas” que não significam coisa alguma nem para os que falam, nem para os que ouvem. Ao invés disso, Jesus nos ensina a falar sem usar “mantras” ou repetições vazias (Mateus 6.7). Paulo nos orienta a falar com sabedoria para agradar e temperar nossas conversas (Colossenses 4.6). Devemos deletar do “HD” da nossa mente palavras que apodrecem, ofendem e sujam o próximo e “baixar” novas palavras que transmitam graça, amor, dignidade, consolo e esperança aos ouvidos daqueles que nos ouvem (Efésios 4.29).

3. “SER SANTO É SE VESTIR COM ROUPA DE CRENTE”. Há pessoas que entendem a santidade de acordo com o vestir da saia ou não; em usar vestido ou não; em usar terno e gravata ou não; em calçar sapato ou não. De fato há muita opressão de alguns líderes religiosos sobre a maneira que alguns irmãos e irmãs se vestem. O que a Bíblia nos ensina a esse respeito? Simplicidade, decência e modéstia (1Timóteo 2.9). Jesus não era uma pessoa da ostentação ou da sensualidade, ele as condenava como fútil (Lucas 12.15). Deus aprova a simplicidade, dignidade e a singeleza do nosso jeito de vestir. Deus vê beleza é na anti-sensualidade com que homens e mulheres se vestem. Isso não se reduz a saias, saltos, vestidos, ternos e etc. Eu, por exemplo, não tenho dúvidas que Deus se agrada do meu “jeans”.

4. “SER SANTO É FUGIR DOS 3 PECADOS MORTAIS”. Infelizmente algumas pessoas reduzem o conceito de santidade a três coisas: “Não beber, não fumar, não ter relações sexuais antes ou fora do casamento." Contudo, as coisas não são tão simples assim, pois não existem apenas estes três pecados. De fato, Deus condena a embriaguez, drogas que devastam o corpo e a sexualidade sem compromisso, mas santidade vai muito além. Santificação é um processo no qual vivemos diariamente nos esvaziando de nós mesmos, matando nossa velha humanidade que tenta nos escravizar, para então encher-nos da beleza, pureza, graça e amor de Jesus. 

Não podemos inverter as coisas. Santidade não é uma limpeza de fora para dentro, mas de dentro para fora. Não é algo da “casca”, mas do coração. E quanto mais nosso coração estiver limpo e curado com o remédio da cruz e da ressurreição, mais nossos relacionamentos, jeito de falar, de vestir e comportamentos serão transformados. Por isso, precisamos muito mais do que novos hábitos, roupas novas e um vocabulário novo, precisamos de um coração novo. Ore de forma sincera e humilde. Peça um novo coração para Aquele que tem o maior e mais puro coração da terra, o nosso Salvador.

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