Joquebede: A mãe que confiou no Senhor

Estudo 11
(Êxodo 2.1-10)
 
Moisés é conhecido em todo o mundo e embora sua mãe não seja lembrada nem pelo nome, certamente ela foi importante para sua formação. Ela teve influencia por se tornar num grande homem. A filha do Faraó, princesa do Egito certamente era também uma grande mulher que Deus usou para cooperar na formação e crescimento de Moisés. O Faraó temia uma revolta por parte do povo de Israel que morava no Egito desde a fome que teve no tempo em que José era governador. Como o povo de Israel estava crescendo muito, Faraó mandou as parteiras matarem as crianças. Elas temeram a Deus e não fizeram isso.
Mesmo assim o Faraó mandou matar todos os bebês do sexo masculino jogando-os no rio Nilo para que morressem afogados. Só que Deus na sua soberana vontade tinha um plano para Moisés e para salvar o seu povo do Egito. Onde esta criança poderia ser educada e protegida destes perigos? Na casa do próprio Faraó! A filha do Faraó pagou o salário da mãe de Moisés para criar seu próprio filho (versículo 9).
Sabemos que a mãe de Moisés se chamava Joquebede como mostra os textos de Êxodo 6.20 e Números 26.59. Joquebede era escrava hebreia no Egito, esposa de Anrão, mãe de Moisés, Miriã e Arão. Sabemos que mesmo Moisés sendo forçadamente adotado pela Filha do Faraó, Joquebede encontrou um jeito de manter contato com seu filho e sempre ensinar os princípios da Torá divina.
 
Joquebede creu no Senhor:
 
O texto de Hebreus 11.23 afirma: Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.
O povo de Deus, por causa da sua rebeldia perante o Senhor, tornou-se escravo no Egito. Faraó com medo que os judeus se tornassem muito fortes e se unissem a outro povo contra o seu reino, mandou matar todas as criancinha do sexo masculino. Passaram-se 300 anos da morte de José, filho de Jacó e Raquel, quando nasceu Moisés, o que estava nos planos de Deus para salvar o povo judeu da escravidão. Joquebede, sua mãe, o amava muito e não queria que os soldados de Faraó o descobrissem e o matassem jogando-o no rio Nilo. Com a mão protetora do Senhor, Joquebede conseguiu esconder seu filho por três meses.
Moisés era um bebê bonito e amado por seus pais, mas, estava prestes a ser encontrado e morto. O texto de Êxodo 1.22 nos mostra o porquê do desespero de Joquebede: Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.
Todas as parteiras do Egito foram obrigadas por Faraó a matar todos os bebês do sexo masculino. Mas, dentre tantas parteiras, havia duas, Sifrá e Puá, que temiam mais ao Senhor do que a Faraó. Em seus corações era mais importante obedecer a Deus do que aos homens (Atos 5.29). Assim como Joquebede, elas amavam o Deus todo poderoso e tinham em si mesmas, princípios que ficariam com elas por toda vida:
 
1. Deus sempre estaria em primeiro lugar em suas vidas;
2. Deveriam obedecer a Deus com alegria mesmo com risco de perder as próprias vidas;
3. Seriam sempre gratas por tudo que o Senhor já lhes havia dado;
4. Reverenciariam sempre o Senhor mesmo correndo riscos;
5. Obedeceriam sempre aos mandamentos do Senhor.
 
Será que teríamos coragem de morrer por amor a Deus ou pela obediência à sua Palavra? Na sua maravilhosa providência Deus orientou as mãos das parteiras hebreias para que o menino Moisés fosse poupado. Cada acontecimento na vida de Joquebede estava dentro do plano cuidadoso do Senhor. E ela, como serva do Senhor usava da sabedoria que Deus lhe dera para por em prática os planos do Senhor para seu povo. Ela também colocou em prática sua fé. Ela confiou no Senhor e amava seu filho. Pela confiança no Senhor, sabia que o Eterno Deus tinha o controle de tudo e que salvaria seu filho Moisés.
 
Joquebede sabia que o Eterno Deus tinha um propósito na vida do seu filho:
 
Joquebede foi uma mulher de fé e que entregou tudo nas mãos do Eterno. Ela tinha em mente a realidade do Salmo 138.8: O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito. A tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não abandones as obras das tuas mãos.É verdade, podemos confiar que em tudo da vida, Deus nos aperfeiçoará e levará a bom termo o que nos concerne. A nossa vida não nos pertence, ela pertence a Deus. Ele a dirige hoje e amanhã. Ele faz da nossa vida o que entende que deve ser feito. Exatamente por isso, o salmista Davi entrega a sua vida e coração diante do criador.
O povo de Israel, todas às vezes que se afastava do centro da vontade do Senhor Deus - buscando sentido para a vida indo atrás de outros deuses, construindo altares a Baal em todo monte e debaixo de toda árvore. Cedo ou tarde descobria uma enorme frustração e um grande vazio duma vida entregue aos apelos de outras nações e da moda de outros povos.
Paulo nos mostra em Atos 17.26-28 que Deus tem o controle absoluto da vida humana. Ele diz algumas palavras que são essenciais para a compreensão de Deus está no controle da nossa vida sempre:
 
• De um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra;
• Determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação;
• Ele não está longe de cada um de nós;
• Nele vivemos;
• Nele nos movemos;
• Nele existimos;
• Dele também somos geração.
 
Em Deus nos movemos, existimos e respiramos. Quando acreditamos nisto, não nos preocupamos tanto e dormimos melhor sabendo que o nosso presente e futuro têm rumo certo: o querer completo de Deus. Ricardo Barbosa afirma algo especial:
 
“O senhorio de Cristo não é apenas uma afirmação do credo que repetimos em nossas liturgias, mas uma realidade libertadora. Confessar a Cristo como Senhor implica em estabelecer um trono no centro de nossas vidas e reconhecer que aquele que se encontra assentado nele não é apenas um personagem dominical que, na segunda-feira, cede seu lugar ao mercado financeiro, aos caprichos da moda, aos interesses políticos, aos desejos imorais ou aos ídolos de barro do consumo. Confessar a Cristo como Senhor implica viver concentricamente e não excentricamente. Implica em caminhar com um propósito, em discernir a vulgaridade das paixões mundanas, enfrentar a dor e o sofrimento com esperança e coragem, renunciar às ofertas sedutoras dos prazeres fúteis. Implica em ser transformado dia-a-dia na imagem de Cristo, em viver uma humanidade real com todas as suas limitações, hesitações e dúvidas ao lado da oração, adoração e segurança em Cristo”.
 
Joquebede no intimo sabia que Deus levaria a bom termo tudo que dizia respeito a Moisés. Ela então colocou no altar do Senhor a vida do seu garoto, pela fé ela creu que o Senhor estava no controle de tudo e que preservaria a vida do menino mesmo com o decreto de Faraó.
Literalmente pela fé Joquebede fez o que diz Eclesiastes 11.1: Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Enquanto o Senhor trabalhava no coração dela, também conduziu a filha de Faraó até a margem do rio. Foi Deus quem a fez ver o cesto onde se encontrava o pequenino Moisés e foi também Ele que colocou compaixão no coração desta jovem egípcia que teve amor pela criancinha logo que a viu. Deus continuou agindo na vida da filha de Faraó e na vida de Joquebede.
Olhando para a vida de Joquebede temos dicas para nossa caminhada cristã:
•Confiemos que o Senhor cuida dos nossos filhos mesmo indo para outros lugares;
•Confiemos que o Senhor age e dá o melhor para eles no decorrer da caminhada;
 
Para lembrar sobre a vida de Joquebede:
 
1. Foi uma mulher que amou a Deus e também amava seu filho que estava condenado a morrer nas águas no rio Nilo;
2. Foi uma mulher corajosa ao esconder seu filho dos soldados de Faraó que procuravam criancinhas do sexo masculino para matar;
3. Foi uma mulher de fé. Ela creu que o Senhor resolveria este grande problema que a seus olhos era de difícil solução;
4. Assim como Ana, entregou seu filho Moisés ao Senhor confiando que Deus tinha o melhor para ele.
 
Brennan Manning diz que “em nossa jornada temos de passar definitivamente das crenças para a fé. Sim, somos chamados para crer em Jesus. Mas nossa crença nos convoca a algo maior, à fé nele. Fé que nos irá forçar a perseguir a mente de Cristo, a abraçar um estilo de vida de oração, altruísmo, bondade e envolvimento na construção do Reino dele, não do nosso” .
Acredito que o mesmo processo é necessário para nós. Quando nos encontramos com Deus revelado em Jesus Cristo, devemos revisar todo o nosso pensamento anterior a respeito de Deus. Agora, somos conduzidos para um projeto divino, cujo controle é sempre de Deus e nunca nosso. E a nossa oração será sempre esta: Deus, tu aperfeiçoarás o que nos diz respeito. Faze aquilo que está no teu coração sempre! Descansemos no caráter de Deus crendo em todos os desígnios dele e aprendamos que ele tem o controle da nossa vida assim como teve na vida de Joquebede como mãe de Moisés.
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Pr. Alcindo Almeida – membro da equipe pastoral da IP Alphaville.

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