Um problema chamado poder

Vivemos um tempo  legitimado pelo egocentrismo do homem, são dias de adoecimento de toda produção humana e a manifestação do desejo doentio de poder. Isso passa pelo desejo de ter mais dinheiro porque você conquista mais, tem mais. Não é por acaso que tantos querem chegar no Planalto, porque lá eles alcançam as facilidades, as falcatruas, as negociatas. Aumentam as suas empresas por meio de acordos ilegais, pisam em leis e pessoas por causa das conquistas rumo ao poder, poder e poder. Richard Foster analisando a questão do poder, diz: "A idolatria de hoje é a idolatria do poder. Não são poucos os livros que apelam para nossas paixões maquiavélicas. No mundo contemporâneo, de modo geral, líderes políticos dispendem mais energias em manobras para conquistar uma posição do que servindo ao bem comum. Os executivos do mundo dos negócios importam-se mais em permanecer no topo do que em produzir algo útil; acadêmicos e intelectuais buscam sofisticação mais do que a verdade; e líderes religiosos preocupam-se mais com a sua imagem do que com o Evangelho".
Do jeito que a coisa está, o poder, infestado pela ambição, certamente promoverá o crescimento da egomania. O que fazer diante de um quadro tão caótico?
 
1. Digamos não para nosso ego: um jeito de vencer o poder é aniquilar o ego todo dia. Paulo dizia que estava crucificado com Cristo e não vivia mais por si mesmo, Cristo vivia nele. Morramos todos os dias para nosso ego.
2. Pratiquemos a renúncia todo dia: abrir mão de si mesmo em prol dos outros é necessário renúncia diária. Não conseguimos vencer o ego, o poder sem renúncia.
3. Dependamos da graça divina sempre: uma forma de não dar lugar ao ego, ao poder, ao próprio individualismo é ver Deus em tudo, é perceber que tudo vem da bondosa mão e cuidado do Eterno em nós.
 
Pensemos sobre esses itens!!!
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Alcindo Almeida
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