QUANDO AS PERDAS SE TORNAM EM TESOUROS


“Sim, chorem e se entristeçam até que o Espírito seja derramado sobre nós lá de cima, e o deserto de terras ressecadas produza colheitas” (Is 32:15)
 
- Não há ninguém de mente sadia que gostaria de se dar mal na vida.
- Você não vai ouvir alguém fazendo uma oração do tipo: “ó Senhor, ajuda-me para que as coisas dêem errado” – ninguém deseja isso!
- Ninguém vai casar-se querendo que dê errado. Ninguém gera filhos desejando que estes sejam infelizes. Ninguém faz uma opção ou escolha deliberadamente desejando o fracasso. Ninguém escolhe um trabalho para torná-lo numa frustração profissional.
- Acontece que, apenas desejar o bem, não garante que vamos alcançá-lo. Devemos desejar o bem, pensar positivamente a respeito dos ideais que desenvolvemos; porém somente isso não será suficiente.
- E não será suficiente porque há uma tensão permanente entre desejos, anseios e sonhos e a realidade que nos cerca.
- Em tempos em que “tudo dá certo” desenvolvemos uma falsa percepção de aparente segurança e tranqüilidade.
- O mundo que nos cerca e a realidade dos nossos dias nos remetem a uma constatação sobre a permanente instabilidade de nossas estruturas.
- A humanidade tem confiado em suas invenções e técnicas que, atualmente, constatamos não respondem às expectativas que sobre elas foram postas.
- Ainda assim, grande parte da humanidade insiste em confiar em si mesma, na força do seu próprio braço, na sua própria capacitação e formação, ou em um grupo de pessoas, empresas e instituições ou em alguma coisa criada pela própria humanidade que gere algum tipo de proteção.
- As próprias idéias, os próprios prazeres, a forma de vida individualizada e antropocêntrica tem levado muitos a frustração, ao desespero, ao desencontro entre os anseios e a realidade - E assim vive a humanidade!
- Embora vivamos sempre expostos a perdas eminentes, temos muita dificuldade em lidar com elas; em reagir a elas; em aprender com elas.
- Creio, no entanto, que elas nos colocam diante de oportunidades: quando nossas perdas se tornam em tesouros!
- E, sabe como isso acontece?


QUANDO DESCOBRIMOS OS PERIGOS DA AUTO-CONFIANÇA
 
- Muitos vivem sempre pré-ocupados; e isso é ruim, pois ocupa-nos antes mesmo da realidade, do necessário.
- Outros vivem eternamente dês-pre-ocupados, o que também é ruim, porque “baixa a guarda”, ou “dês-sintoniza” a vida da realidade inerente a todos nós.
- A tranqüilidade e a despreocupação pode nos fazer mal, pois pode colocar-nos numa atitude de auto-confiança, de quem não depende de Deus.
- É nos julgarmos capazes de “sermos” e darmos conta das demandas e necessidades de nossas vidas sozinho.
- Não devemos e não podemos esquecer de que quem criou palácios fomos nós; quem criou padrões e valores financeiros que nos medem fomos nós; quem criou critérios de “status” fomos nós.
- Quando temos, vivemos despreocupados. Quando não temos, desesperados.
- “Como é difícil pensar em Deus quando tudo está indo bem. “Temos tudo o que queremos” é uma frase terrível quando “tudo” não O inclui. Nós o consideramos uma interrupção”. C.S.Lewis em “O Problema do Sofrimento”, Ed Vida, pág 109.
- A questão é que o compromisso (promessa) de Deus é realizar o bem na vida, e não na vida os bens.
 
QUANDO COMPREENDEMOS QUE PERDER PODE SIGNIFICAR GANHAR
 
- Sim, será assim que poderemos adquirir a consciência de nós mesmos.
- O mal não é aquilo que me faz ter menos, comer menos, possuir menos, necessariamente.
- O mal é ser menos do que aquilo para o qual Ele nos criou; é ter menos consciência de nossa realidade e de Sua presença em nós; é desejar menos Deus, anestesiando o nosso ser (até mesmo pela religião).
- Muitas vezes será só depois das perdas que de fato encontraremos os verdadeiros tesouros. E mesmo assim, tem muita gente que se perde diante das suas perdas.
- É em meio às perdas que reencontramos e restabelecemos os valores reais, reeditamos prioridades, re-estilizamos objetivos e, muitas vezes, reescrevemos nossa própria história.
 
QUANDO SE GANHA A RIQUEZA DO DERRAMAR DO ESPÍRITO SOBRE A NOSSA VIDA
 
- Quando isso acontece, descobrimos o verdadeiro valor da vida, que não diz respeito ao que é material, ao que possuímos, ao que nos oferece estabilidade.
- Por isso, aparentes perdas podem transformar-se em grandes ganhos.
- Muitas vezes o caos pode preceder a vida – a construção de um outro mundo dentro de nós.
- Tive a oportunidade de conhecer o lugar e a visão que tem os pássaros que moram atrás das quedas d’água em Foz do Iguaçu. Descobri que há vida além da tormenta.
 
Concluindo,
- Que Deus nos dê um coração que não busque sua autoconfiança, mas uma total dependência dEle.
- Não desenvolva uma autoconfiança da pior forma possível – sem Deus.
- Que Deus nos ajude a compreender e descobrir os valores que estão além das perdas.
- A vida já é difícil; não a tornemos mais difícil ainda – ESCOLHA O MELHOR!
“Viva pela Graça”.



Que Deus o abençoe rica e abundantemente,
Rev. Hilder C Stutz
Em Cristo,

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