A arte de perdoar como José - (Gn 45.1-15)

Quando alguém lembra de perdão, uma das histórias mais marcantes sobre o assunto é a vida de José. José tinha tudo para se vingar dos seus irmãos. Ele poderia pegar o seu batalhão de soldados egípcios e acabar com Rubem, Judá, Simeão e os demais. Ele poderia apenas salvar seu pai, Diná e Benjamim seu irmão mais novo. Ele poderia fazer isto e tudo ficaria absolutamente tranqüilo. Mas, José é revestido de uma visão de Deus, que ele recebe temor de Deus e assim, trata os seus irmãos com o perdão no coração.
José chora o choro do perdão e diz para os seus irmãos no versículo 5: Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos aborreçais por me haverdes vendido para cá; porque para preservar vida é que Deus me enviou adiante de vós.
Deus nos convida para esta visão do perdão. Deus nos chama para olhar para as pessoas que nos magoaram e tratá-las como José tratou aos seus irmãos. Ele entendia o propósito de Deus na sua vida e por isso, o seu coração estava cheio de perdão. Mesmo diante da atrocidade feita pelos irmãos dele. Ele perdoa com a graça que recebeu de Deus Pai.
O convite de Deus para nós neste texto é que façamos o mesmo para com aquele que nos feriram. Para com aqueles que nos humilharam. Para com aqueles que nos jogaram nos buracos da vida. Para aqueles que nos venderam por moedas (simbolicamente falando).
Precisamos entender que a dor de quem perdoa é a de quem assume a dívida ao invés de cobrá-la.
Foi exatamente isso que Jesus fez na cruz do Calvário em nosso favor. Ele nos perdoou, ele pagou a nossa dívida. Somos pessoas perdoadas em Jesus. José é assim, ele perdoa os seus irmãos e o perdão é algo libertador e redentivo na sua alma. Ele no meio dos seus irmãos não age como o Zafenate-Panéia - salvador do mundo, ele age como o José de Deus, o menino lá de Canaã que foi rejeitado pelos irmãos, mas agora os aceita porque ele é de Deus e, por isso, tem o perdão na mente e no coração. O perdão de José traz salvação, redenção para a sua família.
José nos ensina a perdoar as ofensas das nossas esposas, as esposas a perdoarem as ofensas dos seus maridos, os filhos aos pais e pais aos filhos. Os patrões aos empregados e assim em todos os relacionamentos, somos ensinados no quisito: perdão.
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Alcindo Almeida

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