O futuro será melhor!


Porque deveras haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança (Provérbios 23:18).

Estamos chegando ao final de mais um ano. Tempo de correria, expectativas, encontros, confraternizações, celebrações. Fico pensando que “estamos chegando”, mas, nunca “chegamos” de fato.
Isto porque estamos sempre no processo. Mesmo porque o calendário é algo que nós inventamos numa tentativa de nos organizarmos ou organizar nossa vida e atividades, contar prazos e tempos, mas que, podemos até mesmo torná-los indesejáveis a medida que o tempo passa, e com ele o nosso tempo vai sendo acumulado, deixando para trás realizações, alegrias, frustrações e perdas, que desejadas ou não tornam-se parte de nossas histórias.
 
Esse tempo é sempre uma oportunidade de reflexão.

Encontrei um precioso amigo que me dizia utilizar-se desse momento para realizar um “balanço” de sua vida e de seu ano. Olhar para si mesmo, para a família, para o trabalho e para seu relacionamento com Deus.
Daí a oportunidade de olhar para o passado com gratidão - Se o tempo existe e é inflexível, não podemos menosprezar esse momento que celebramos a cada ano, quando, quer tomemos conhecimento ou não, subimos mais um degrau ou viramos mais uma página da nossa história.
Um tempo de olhar para o presente com perseverança; e tempo de olhar para o futuro com esperança e fé.
 
Tempo de planejar, de sonhar, de desejar.
 
Olhamos o Ano Novo e prometemos a nós mesmos que neste “novo ano” tudo será diferente. Faremos isto; não faremos aquilo; agirei assim; não farei dessa forma; a verdade é que, com os passar dos dias, constatamos que sequer somos capazes de cumprir as promessas feitas a nós mesmos.
Quando digo a você que creio na expressão acima de que “haverá bom futuro, e que não será frustrada a minha esperança” faço-o humildemente usando como parâmetro um fundamento que, muito mais que um conceito ou um princípio de fé, trata-se de uma convicção existencial e experimental:
Eu creio na origem, no Autor e no doador dessa promessa para a minha vida!
Sérgio Andrade, Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade - Recife – PE, escreveu de forma brilhante e inspiradora:
“Não sou otimista. Deixei para trás as esperanças mais humanas. Procurei colocar as pessoas nos lugares apropriados, sem deixar que o meu coração se engane com promessas que não se cumprirão e palavras que se farão perdidas entre tantas outras, pois saíram de bocas e mentes que afirmam e não cumprem.
Dispenso toda e qualquer forma de previsão futura. Não creio nas cartas, no tarô, no horóscopo ou na leitura das mãos. Deixo de lado as simpatias, os pulinhos nas ondas do mar e as sementes. Roupas brancas me dizem pouco quando penso nos dias que virão. Não consigo associar aquilo que deverei ser com os tecidos que cobrem parte do meu corpo.
Caminho noutra direção. Procuro outras trajetórias. Busco firmar o futuro naquilo que experimentei no passado e sinto no presente: a presença do nosso Deus em nossas vidas.
Lanço o olhar para os dias que se foram e reconheço as enormes dificuldades enfrentadas. Perdas, frustrações e enfermidades nos alcançaram. Planos faliram. Idéias partiram como ventanias rápidas nos tempos invernais. Foi lá que Deus esteve comigo.
Sua presença verdadeira; seus braços estendidos; seus ouvidos atentos; sua voz clara e firme, ajudando-me a ver melhor o que eu deveria ou não fazer”.
Não preciso vacilar. Posso caminhar consciente das dificuldades que podem surgir, mas ciente da fidelidade e do cuidado de Deus sobre todas as situações. Nossas dificuldades não diminuem Deus!
Nosso Deão mencionado conclui seu texto: “Neste dias, quando o ano se finda, sinto um cansaço coletivo. Posso estar enganado, mas parece haver uma apreensão silenciosa sobre tudo que nos cerca. A cidade iluminada não é capaz de clarear as mentes e apresentar respostas aos pais que choram a perda dos filhos e aos filhos que sofrem com saudade do pai e da mãe que lutam pela vida e insistem em permanecer ao lado daqueles que amam.
Mesmo assim inflarei meu peito com esperanças. Ainda que as coisas não aconteçam do jeito que eu desejo e as preces não tragam respostas rápidas e repletas com os conteúdos que o meu interior almeja, acredito que o futuro será melhor. Digo isso, pois apesar das ausências de grandes certezas sobre o que acontecerá, estou certo que o Nosso Deus estará conosco no ano que está prestes a nascer”.
Assim, o amanhã será mais que um simples momento de expectativas. Será uma oportunidade de ver Deus agir.
Vamos em frente! Preparados ou não, temos trezentos e sessenta e cinco dias pela frente, esperando que façamos um investimento de nossas esperanças, motivações, ideais e sonhos neles.
Tenha disposição e disponibilidade para amar, testemunhar, crer, falar, segurar pela mão, amparar, sustentar, acolher, dar esperança, levar paz.

“Nós de fato vivemos apenas um dia por vez. De nada adianta preocupar-se com o futuro, que não podemos controlar, ou com o passado, que não podemos alterar. Então peço a Deus para ajudar-me a maximizar o que ele quer que seja enfatizado no meu dia. Cada dia é uma espécie de caça ao tesouro, em que se procuram os tesouros de Deus. Requer-se, no entanto, uma conexão intencional com Deus, para eu acordar, para conscientizar-me”. Philip Yancey, em “Oração, ela faz alguma diferença?” Ed Vida, pág 97.

Por isso, deseje Deus; queira Deus; busque a Deus; persiga o caminho da fé; queira ver Deus agindo em você, nos seus, no seu presente e no seu futuro.
Temos um amanhã, pois a fé que vivemos tem um sentido eterno.
Com convicção de fé digo a você: Um Feliz Natal e um abençoado 2011!
“Porque deveras haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança”. (Pv 23:18).
Que Deus o abençoe rica e abundantemente. Em Cristo,

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Rev. Hilder C Stutz

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