Pular para o conteúdo principal

Reconhecendo a nossa limitação como servos


- Texto para a reflexão: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto. Porque sem mim nada podeis fazer (João. 15.5).

Conhecer a nós mesmos normalmente é um desconforto. Talvez seja por isso que temos dificuldades de nos encontrar com Deus sempre. Porque quando oramos, temos de deixar o impulso das atividades e reservar tempo para Deus, não para nós mesmos. Só que quando fazemos do momento com Deus, um momento de oração, passamos a conhecer a nós mesmos. Calvino foi quem observou isto de maneira profunda. Ele diz que à medida que conhecemos a Deus, passamos a conhecer a nós mesmos.
O grande desafio para nós diante do Pai é o de conhecer a nós mesmos, através do relacionamento com ele. E quanto mais conhecemos a Deus, mais conhecemos a nós mesmos e percebemos que somos servos absolutamente limitados, incapazes de fazer algo para Deus. Somos incapazes de oferecer grandes coisas para Deus.
Somos incapazes de oferecer grandes milagres, de fazermos grandes obras para as pessoas. De sermos os grandes pregadores e ministradores das riquezas do Reino de Deus. Ainda que façamos todas as coisas para Deus, devemos ter a consciência de que somos servos limitados.
Esta compreensão só vem sobre nós quando conhecemos a Deus através do relacionamento com ele. Daí conhecemos mais a nós mesmos e percebemos a grande carência da ação contínua e profunda do Pai em nosso caminho.
É exatamente isto que Jesus expressa de maneira profunda neste texto. A lição é que sem a videira verdadeira em nós nada podemos fazer. Sem Jesus não somos ninguém no Reino. O verbo permanecer aparece aqui até o versículo 10 cerca de 11 vezes e não está por acaso no texto. Permanecer em Deus é regra essencial para dar fruto e viver na dependência total de Jesus. Porque sozinhos somos incapazes de qualquer ação na vida.
Que ele mesmo nos ajude a compreender isto!
 
Oração: Pai, ajuda-me a depender de ti e reconhecer a necessidade de ser servo do Senhor, ligado ao Senhor sempre. Não me deixes andar por mim mesmo e sim, pela tua graça.

___________
Alcindo Almeida

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Estudo 26: A mulher sunamita: generosa e hospitaleira - (II Reis 4.8-37)

Há um cântico que nos ensina muito é o Salmo 37.4-5, a letra diz:
“Agrada-te do Senhor e ele fará aquilo que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele. Pois, ele é a tua salvação, ele é o teu castelo e o teu refúgio na tribulação. Confia no Senhor e ele agirá, confia no Senhor e ele agirá“ [1].  É exatamente sobre essa providência de Deus na vida do seu povo que quero falar, usando esse exemplo da mulher sunamita. Esta que foi agraciada por Deus pela instrumentalidade do profeta Eliseu. Sabemos que o significado do nome de Eliseu é: Jeová é salvação. A meu ver combina com sua missão como profeta desse período. Ele foi um dos maiores profetas desse período juntamente com o seu antecessor, o profeta Elias. Ambos foram profetas no Reino do Norte de Israel. Eliseu era filho de Safate, habitava em Abel- Meolá do Vale do Jordão e pertencia a uma família próspera. Quando Elias estava no monte Horebe desanimado e triste, Deus fa…

Emoção X Razão: Mulheres agem de forma emocional, homens se comportam racionalmente

Recentemente li o livro Homens são de Marte, mulheres são de Vênus de John Gray. Ele diz que quando se aborrecem, os homens querem silêncio e solidão. Já entre as mulheres, as preocupações resultam na matraca desenfreada, pois, falando acalmam-se. O ego masculino é movido à base de conquistas, o feminino é pura emoção. Ele deve escutá-la, e ela deve compreender seu silêncio. Conclusão: marido e mulher não falam a mesma língua, não são do mesmo planeta. Na maioria dos processos normais, a mulher age de forma emocional, enquanto o homem se comporta de forma racional. Na nossa cultura costumamos dizer que os homens são insensíveis, durões e bem insensíveis. E com respeito às mulheres que elas são pura emoção e coração. John Gray diz que “quando os homens e mulheres são capazes de respeitar e aceitar suas diferenças, então o amor tem uma grande chance de desaborchar” (GRAY, John. Homens são de Marte, mulheres são de Vênus. São Paulo: Editora Rocco, 1997, p. 24). O grande problema é que convi…

Histórias da vida

A mentalidade dogmática deseja prender a verdade na malha das suas palavras, entendo que ela se equivoca. Acredito que nós aprendemos, falamos e escrevemos interpretando cada ponto da nossa história de vida. Na interpretação passam verdades, mas nunca absolutas, nossa história tem várias facetas.  Temos um quadro da nossa história e ela vai acontecendo com várias interpretações e olhares dentro de nós mesmos. Gosto demais de relembrar a história da minha vida. Lembro-me sempre dos momentos bons e ruins dela. Eu tive momentos de profunda tristeza, mas neles, vi o mover de Deus me ensinando a passar pelos vales dela, com a percepção da graça divina em mim sempre. Vi amigos chegados morrendo, vi amigos conquistando e perdendo. Vi histórias de vidas sendo tocadas por Jesus Cristo de Nazaré. Como é bom poder enxergar o passado com graça e com a noção no íntimo de que Deus esteve presente em cada detalhe.  As histórias serão sempre histórias contadas por nós dentro da alma e do coração. Cada …