Trazendo cativo o pensamento à obediência de Cristo


- Texto para reflexão: E levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo; e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência (II Cor. 10.5 e 6).

Há uma preparação da vida cristã que necessitamos ter. E na verdade, isto não é algo muito fácil porque temos de nos desprender das amarras mundanas que atrapalham a nossa comunhão com a Trindade.
Para se desprender das amarras mundanas é necessário entregar todo o nosso entendimento para Cristo e renunciar todas as artimanhas, todos os desejos pecaminosos nossos.
Precisamos de uma disciplina que é habitar na presença daquele que sempre nos pergunta em relação ao Seu Evangelho: vocês me amam? Precisamos renunciar a sabedoria humana pela graça de Deus e oferecemos nossa mente totalmente limpa para ser cheia do conhecimento de Cristo. Assim seremos exercitados para a obediência aos ensinamentos de Cristo.
A idéia da palavra - cativo - é a de ser preso. Paulo se sentia preso a Cristo e esta era a única forma de escapar das paixões humanas e suas propostas carnais. Como podemos trazer o pensamento cativo à obediência de Cristo?
Orando e lendo as Escrituras. Com a Palavra de Deus no coração temos forças pela graça para sermos prisioneiros de Cristo, servos de Cristo, obedientes a Cristo. Com a prática da oração dependemos mais de Cristo, nos refugiamos nele e confiamos mais na sua providência em nossa caminhada.
A urgência de sermos obedientes a Cristo é grande demais. Porque vivemos num mundo onde as pessoas querem andar por elas mesmas em função da sua própria mente e não pela vontade e querer de Deus.
Quando olhamos para os pais do deserto vemos homens que lutavam para levar Cristo a sério. Lutavam para ter uma vida verdadeira e que refletisse o caráter e a vida de Cristo. Eles voltavam o coração para a vida simples imitando a simplicidade de Jesus, eles buscavam diariamente um estado de transformação profunda. Eles buscavam uma vida de esvaziamento de si mesmos para servir a Cristo.
Penso que levar o nosso pensamento cativo é viver a importância da encarnação do Evangelho todo dia. É viver a presença do Espírito Santo em nosso coração todo tempo. Levar o nosso pensamento cativo é viver perdoando não somente sete vezes, mas setenta vezes sete.
Penso que levar o nosso pensamento cativo é viver a importância do caráter que reflete minimamente a pessoa de Jesus Cristo. Levar o nosso pensamento cativo é viver a importância da vida descendente que termina na cruz (NOUWEN, Henri. O perfil do líder no Século XXI. Editora Atos, 1993, p. 66).
Penso que levar o nosso pensamento cativo é viver a importância da renúncia diária do nosso ego, da nossa soberba. Tomando a nossa cruz todo dia, dizendo não para o pecado e sim para a pureza e retidão em Jesus de Nazaré.
Que o Senhor nos ajude a ter posturas como estas que nos levam a ter o pensamento cativo à obediência de Cristo sempre.

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Alcindo Almeida é um dos pastores da Igreja Presbiteriana da Lapa em São Paulo. Casado com Erika de Araújo Taibo Almeida e pai da pequena Isabella. É autor de várias obras literárias. Além disso, é diretor e membro fundador do grupo de apoio pastoral "Projeto Timóteo".

Comentários

Alcindo obrigado por sua percepção das Escrituras. Ela é abrangente, bela e estruturante. Isso é super bem vindo num mundo de relativismos, ausência de valores e sobretudo pautado por um sem número de descaminhos e jornadas de morte.
Parabéns meu querido. Que Deus continue te abençoando com sua revelação.
Paz
Marco Antonio Fernandes.

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