A vida humana é mais do que a parte física


- Texto para reflexão: Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?(Mt 6.25).

Como foi maravilhoso o tempo no passado. Não tínhamos tanta pressa para fazer as coisas. Chegávamos da escola e depois das tarefas íamos brincar na rua sem medo, sem temor e não precisávamos de celular para avisar aos nossos pais.
Não tínhamos computador e éramos felizes. Não tínhamos GPS e chegávamos aos lugares sempre. Parece que a tecnologia tem nos deixado mais burocráticos e menos simples. Mais líderes e menos servos.
Quem sabe não precisamos rever os conceitos e valorizarmos mais nossas famílias e nossos amigos! Parece-me que a tecnologia ao invés de somar, na verdade tem nos atrapalhado um pouco. Ela tem nos deixado frios ao mover de Deus e mais envolvidos com uma correria que visa mais o físico do que o espiritual. Daí nós dependemos mais dos recursos, do que daquele que proporciona os tais para nossa sobrevivência.
No texto de reflexão Jesus diz que não devemos andar ansiosos pela nossa vida. A idéia é de não se deixar descuidar quanto ao vestir, quanto ao comer e quanto ao beber. Porque Deus sabe que precisamos de todas estas coisas para o suprimento da vida. Mas, quando nós começamos a nos preocupar só com estas coisas, nos tornamos avarentos e nos esquecemos que Deus tem o controle de tudo em suas mãos.
O que devemos fazer é depender daquele que é o dono da vida, daquele que sustenta a nossa vida. Assim, ele suprirá toda e qualquer necessidade. Pois, a Bíblia diz que ele suprirá todas as nossas necessidades em glória por Cristo Jesus.
Nós queremos viver uma vida espiritual tranqüila? Lembremos de que a nossa vida vale muito na presença de Deus Pai. Isto dá segurança para a sobrevivência, pois sabemos que nos dará provisão para a vida.
Há uma relfexão de John Sott quando ele comenta sobre o contexto de Mateus. Ele afirma:


“É uma pena que, nas igrejas, esta passagem seja freqüentemente lida isoladamente, fora do seu contexto. E, assim, o significado do Por isso vos digo introdutório se perde completamente. Portanto, devemos começar relacionando este "por isso", com o ensinamento que levou Jesus a esta conclusão. Antes de nos convocar a agir, ele nos convoca a pensar. Convida-nos a exa­minar clara e friamente as alternativas que foram expostas, pesando-as cuidadosamente. Queremos acumular tesouros? Então qual das duas possibilidades é mais durável? Queremos ser livres e objetivos em nossas atividades? Queremos servir ao melhor dos senhores? Então devemos considerar qual é o mais digno da nossa devoção. Apenas depois que tivermos assimilado em nossas mentes a durabilidade comparativa dos dois tesouros (o corruptível e o incorruptível) e o valor comparativo dos dois senhores (Deus e Mamom), estaremos prontos a fazer a escolha” (STOTT, 1981, p. 75).

Que a escolha pela graça de Deus seja pelo incorruptível que nos faz investir não aqui, mas na eternidade. E quando investimos no eterno, pensamos mais em Deus e nas pessoas do que em coisas!

Pr. Alcindo Almeida



STOTT, John. Contracultura cristã. A mensagem do Sermão do Monte. São Paulo: ABU Editora, 1981.

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