Somos uma comunidade para viver em unidade


- Texto para Reflexão: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (João 13.35).
Há um comercial extraordinário da Caixa Econômica Federal. Há deficientes físicos correndo numa pista. E de repente um cai e se machuca. Os que estão lá na frente voltam e pegam este rapaz e todos
cruzam a linha de chega juntos e o lema é: "ninguém vence sozinho". Já dizia J. Vanier que viver com é diferente de fazer para (VANIER, 1983, p.128). Isto é o que significa a palavra discipulado: é viver com o outro na gratuidade, na verdade mútua, no exercício dos dons, na prática sincera e verdadeira do amor. Jesus nos convida para ser uma comunidade da unidade não da separação, dos próprios interesses. Ela não é uma comunidade que fica estática e não é um fim em si mesma. Ela é a comunidade dinâmica de Deus para mostrar ao mundo o que significa a amor de Deus na vida.
A condição para sermos conhecidos como discípulos de Jesus é nos amarmos CHAMPLIN, Vol. II, p. 517). Do contrário, não tem como sermos conhecidos como tais que seguem a Cristo. Não tem como dizermos que servimos a Cristo e não amamos aos irmãos. A comunidade de Jesus é reconhecida por uma vida em comum de pessoas que se amam e têm confiança mútua para discipular outros nesse caminho de amor e graça. A vida comunitária é então o lugar onde se descobre a fraqueza humana do ser e se aprende a assumi-la (VANIER, 1983, p.14). E essa prática só é fato numa comunidade por causa desse elemento chamado: amor.
Quando uma comunidade vive de si para o lado ela não exclui ninguém, ela passa do egoísmo para o amor, da morte para a vida. Ela começa a aprender que não é um ninho de cobras e sim, a casa de Deus, a casa do discipulado do amor. Ela passa a viver o amor de Cristo não na perspectiva da competição, não como um sentimento a ser desenvolvido, mas como uma atenção séria para o outro como um reconhecimento de uma aliança que Deus fez conosco por amor de cruz. É a idéia de Paulo em Filipenses 2.1 a 5 quando ele diz: Portanto, se há alguma exortação
em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa; nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros. Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus.
Rick Warren no seu livro Uma vida com propósito diz que a comunhão verdadeira é das pessoas numa comunidade é aquela que as torna autênticas, onde encontram a arte de dar e receber, onde encontram compaixão, onde as pessoas podem partilhar vida, alegria e dor (WARREN, 2002, pp. 122,123).
Há uma frase de George Washington Carver:
"Seja bom com os outros. A distância que você caminha na vida dependerá da sua ternura com os jovens, da sua compaixão com os idosos, da sua compreensão para com aqueles que lutam, da sua tolerância com os fracos e os fortes. Porque algum dia na vida você poderá ser um deles" (HUNTER, 2004, p. 85).
Que a graça de Deus seja sobre nós para que aprendamos a amar como ele nos ama em Cristo Jesus.

Pr. Alcindo Almeida

CHAMPLIN, R. N. Comentário de João. São Paulo: Candeia, Vol. II, 1995.
MENDES, Naamã. Igreja: lugar de vida. São Paulo: Betânia, 1992.
RABEY, Lois & Steve. Lado a Lado–um manual de discipulado. Rio de Janeiro: Textus, 2004.
VANIER, Jean. Comunidade, lugar do perdão e da festa. São Paulo: Paulinas, 1983.
WARREN, Rick. Uma vida com propósito. São Paulo: Vida, 2002.
WILLARD, Dallas. Conspiração Divina. Rio de Janeiro: Textus, 2002.

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